9.27.2006

Fear's a powerful thing

Bem, bem... não consigo tirar essa música da cabeça e há dias procurava a letra, a partir das frases que conseguia pescar apenas ouvindo a música enquanto dançava e me dividia entre lembrar a seqüência e entender as orações. Com uma palavrinha ajustada aqui e outra ali, shalá! encontrei!
Essa é a música do 3o aquecimento, que agora virou o 5o, o que eu mais gosto de dançar. É também o mais complexo e o que exige maior esforço, mas eu gosto de desafios. Além disso, a letra da música tem tiradas magníficas, que ficavam flutuando em minhas idéias durante todo o dia. As poucas frases que eu conseguia ouvir e entender ressoavam e me faziam pensar. A melodia é realmente empolgante e casa perfeitamente com a coreografia.
Enquanto vocês lêem a letra, eu me divido no dilema: dançar ou não na apresentação? Fico completamente dividida entre o fator financeiro e minha paixão; entre um gosto e alguns projetos. No ano passado, realmente não valeu a pena. Não sei se é a maturidade que vai tirando a graça de certas coisas, se foi o stress, se foi coisa do momento (diria minha mãe, um ano nunca é igual ao outro), meu estado de espírito ou a coreografia. Poderia ganhar na Sena e tudo estaria resolvido. Será que o arriscar, desta vez, é abdicar desta possibilidade? Vale mais a pena um pássaro na mão, um gosto imediato ou dois voando? Faço valer o sacrifício ou ele não será suficiente? Me arrependerei? De quê? Do sim ou do não?


Devils and dust

I got my finger on the trigger
But I don't know who to trust
When I look into your eyes
There's just devils and dust
We're a long, long way from home, Bobbie
Home's a long, long way from us
I feel a dirty wind blowing
Devils and dust

I got God on my side
And I'm just trying to survive
What if what you do to survive
Kills the things you love
Fear's a powerful thing, baby
It can turn your heart black you can trust
It'll take your God filled soul
And fill it with devils and dust

Well I dreamed of you last night
In a field of blood and stone
The blood began to dry
The smell began to rise
Well I dreamed of you last night, Bobbie
In a field of mud and bone
Your blood began to dry
And the smell began to rise

We've got God on our side
We're just trying to survive
What if what you do to survive
Kills the things you love
Fear's a powerful thing
It'll turn your heart black you can trust
It'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust
It'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust


Now every woman and every man
They wanna take a righteous stand
Find the love that God wills
And the faith that He commands
I've got my finger on the trigger
And tonight faith just ain't enough
When I look inside my heart
There's just devils and dust

Well I've got God on my side
And I'm just trying to survive
What if what you do to survive
Kills the things you love
Fear's a DANGEROUS (should be POWERFUL) thing
It can turn your heart black you can trust
It'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust
Yeah it'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust

9.20.2006

On these rainy days,
I can really feel the scars that you left
And I also feel all the confusion between my soul and brain.

9.10.2006

A relatividade do tempo

Há muito procuro um tema que realmente me faça sentir valer a pena escrever novamente neste blog. Um assunto daqueles que me vêm à cabeça na metade do dia e não me deixam quieta até que eu os faça explodir. Caso contrário, não estava encontrando motivação para fazer uma atualização. Eis que me deparo com a oportunidade agora há pouco.

Acabo de chegar do cinema e minha mente fervilha em torno do conceito do filme. Eu sei que alguns deverão enxergá-lo como um romance insípido, mas eu visualizei algo mais: um tratado sobre o tempo. "A Casa do Lago" tem um enredo que serve como ilustração para uma proposição maior, uma grande reflexão sobre o tempo, de como pode ser relativo e irreal; o que é o presente e o que é o futuro; o que realmente existe afinal.

O efeito causado pelo filme se assemelha ao que senti ao ler o livro "O Mandarim", com todo seu realismo mágico; uma reflexão concreta sobre uma história fantástica. Ao sair da sala, pensava nas aulas de física, em Einstein, e no "Planeta dos Macacos". Este último, pra mim, uma das maiores obras que dissertam sobre a inexorabilidade (tá certo isso?) do tempo e a suposta imponência da raça humana.

O que eu imaginava de mim há dois anos? Bem, algo semelhante em certo sentido; outras coisas bem diferentes do que vivo hoje e, outras, simplesmente inesperadas. O que há de vir nos próximos dois anos? Qual conexão entre todas as coisas, pessoas e o tempo? Às vezes, gosto de brincar comigo mesma e deixar certas pistas sobre o passado no futuro. Assim como hoje encontrei o ticket de "Os sem floresta" na minha carteira; assim como deixei o de hoje no bolso da calça propositalmente. Da mesma maneira que às vezes abro antigos arquivos, mesmo os trabalhos de escola, fotos e e-mails; da mesma maneira como releio antigos cartões e livros já lidos ou visito certos lugares. O momento de contemplação do passado e do presente e as especulações sobre o amanhã, sem dúvida, são riquíssimos. Me fazem pensar na minha existência e na magnitude da vida.

A única certeza é a de que o tempo é o senhor do viver.