A manhã do dia de hoje começou com um bem-humorado "And this christmas..." (entenda-se manhã pelo período compreendido pelo bater do meu cartão de ponto e antes do meu almoço; porque antes disso, eu sou um zumbi), escrito pela minha chefe e amiga num cartão de natal. E com isso, acho que finalmente me convenci de que é natal e deu oficialmente início ao "período". Na prática, natal não é uma data, é um intervalo de tempo, entre presentes e finalização de um ciclo, antes do início de outro.
Todos os anos, olho para trás e dou uma "cara" para aquele ano que passou ou que está prestes a ficar para trás. Pode ser um ano afetuoso, engrandecedor, corrido, baixo astral, inerte, divertido... entre muitos outros adjetivos que eu seria capaz de atribuir. 2.006 definitivamente não foi um ano com cara de estabilidade. Do início até o final, foi um ano de muitas reviravoltas, revoluções e surpresas, na vida pessoal, familiar, profissional, emocional e social. O resultado final disso tudo - pois costumo atribuir a "cara final" da Pamela naquela ano - foi um ano de consolidação. De idéias, metas, objetivos, opiniões.
O ano começou... bem, já pensei diversas vezes em como o ano começou. Um carnaval mal-sucedido; o rompimento de uma relação; meu aniversário; a morte da minha avó. Tudo muito, muito doloroso e atribulado; com reflexos na minha vivência de maneira ampla. Nada se encaixa, nada funcionava sem nebulosidade. Em compensação, redescobri a vida familiar e sua importância. O ano viria a começar, de fato, no segundo trimestre.
m dos fatos mais marcantes foi o início da pós. AMANDO! Me deu gás, me deu fôlego, me deu estímulo. Simplesmente encontrei a minha praia. Sentia muita falta daquilo tudo. e desta vez, era (é, na verdade) a minha praia mesmo, a minha cara; desde o prédio, o local, os professores e as pessoas. Ampliei horizontes, tive e continuo tendo cntatos com novos pensamentos e experiências. Mas, ao mesmo tempo, não nada de surreal ou fantástico. Mas, pra mim, um mundo de coisas que eu buscava, sem saber onde procurar.
m seguida, um ano de encontrar grandes e velhos amigos, reatar laços antigos, que sempre estiveram acesos na minha memória e fazer de colegas novas e grandes amizades; além de fortificar outras. Amigos da escola, daquela velha guarda! Hahaha, como é fantástico encontrarmos no futuro "presente". Engraçado que reencontrar as pessoas do colégio não se resumiu a encontros pré-programados, mas cruzar-se na rua, no ônibus, no shopping. E ouvir planos de casamento, formtura, novidades. Pessoal da facu, paca-guys, sempre presentes, de alguma maneira. Crescemos e mostramos que podemos continuar a acontecer. Mesmo mais longe. O melhor é saber que vencemos o tempo e a distância. Could not live without some of you. Too many adventures to share. E as novas amizades, que surgem de onde se menos espera e, são elas que frutificam. Yo!!!!! Meninas do apito, meninos... vcs já "fazem parte da bagunça" e ocupam um importante espaço em minha vida.
Desafios no trabalho às pencas, mas pelos quais eu agradeço de boca cheia, apesar do stress daquele instante. Desafiei a mim mesma, sabendo que podia; e me certifiquei de que posso mesmo. E posso mais ainda. Muitas gargalhadas, trocas, aprendizado, sinceridade com minhas amigas e companheiras de redação. E a chegada do nosso mascotinho, Luquinha! :)
Além disso tudo, alguns problemas de saúde, apesr de simples, mais constantes do que desejável e esperado. Dentista quase o ano todo, resultado de dentes excessivamente próximos, sem espaço suficiente. Mas um ano de muito "dar-de-si" na dança; melhorei muito meu desempenho e passei a aproveitar melhor e viver intensamente os momentos que passo dentro do Raça. Aprendi novos caminhos, novas rotas e novas manobras. Aprendi a dirigir melhor, muito melhor, o carro e a vida. Os dias.
No final, parecia que não haveria o "final do ano". Todas as coisas típicas dessa fase pareciam ter me abandonado. Tem sido um final de ano atípico. Não havia presente especial para comprar e para passar horas inventando e imaginando. Não ia ter paca-amigo-secreto. Não ia ter praia. E não ia ter Raça também. Quase achei que não haveria natal. Que cancelassem a data.
No entanto, algumas coisas trataram de melhorar e eu acho que haverá pelo menos algumas coisas de natal neste final de ano. Dentre elas, chocolates, amigos e viagem. Mas foi muito ruim não participar da apresentação de final de ano do jazz.
Ao mesmo tempo que eu sentia que precisava me desafiar a tentar isso, sabia que não havia escolha financeira. Fiquei feliz por não sentir o stress do horário dos ensaios, as incessantes dores na batata da perna e o gosto de Dorflex. Contudo, eu ainda estou procurando o fim do ano. O apresentar-se e o ensaiar até a exaustão são coisas capazesde levar alguém como eu, que ama a dança, à catarse; é como a descarga de emoção e adrenalina equivalente a todos os esforços do ano. Parecia que quando me "livrava" dos ensaios, e podia jogar a toalha, suspirar e dizer: "Venci. Acabei. Missão cumprida". Fica faltando o lacinho vermelho que amarra meu presente de final de ano. Mas 2007 começa a todo o vapor. Estou louca para passar novos 365 dias piruetado, cantando, bailando, valsando (sim, aprendi alguma coisa de dança de salão e voltei a puxar ferro nas últimas semanas), me virando no avesso em cambrés e grand decartés.
Em 2.007, estarei fazendo adagios, allegros, pas-de-deux e aumentando o alcance de meus saltos. No Raça, no palco, trancada no quarto, na rua, nas idéias, nas atitudes, nas emoções.... crescendo e dançando a canção vida. Com muita vivacidade, com muita vida.