Ao menos por um intervalo de pouco mais de duas horas, o nacionalismo surge urgente nos rostos e corpos brasileiros. A expectativa de ver a bola rolar faz surgirem bandeiras estreladas e tinge de verde e amarelo as vias públicas deste País, enquanto as pessoas correm alvoroçadas para não perder nenhum lance da partida da Copa do Mundo.
É extremamente complexo falar em nacionalismo ou patriotismo em um país com mais de 170 milhões de habitantes, de dimensoes continentais e população amplamente heterogênea. Tais manifestaçòes de "brasilidade" talvez se encaixem mais na classificação de um "patriotismo oportunista" do que nacionalismo.
Além da carga nazi-facista que o termo carrega, nacionalismo deriva de "nação". E nação pressupoe unidade. É difícil falar de unidade dentro de um país cuja população é demasiadamente diversa economica, social e etnicamente; num país onde há mais quatro ou cinco "brasis", totalmente distintos em costumes e crenças.
É fácil reconhecer um judeu ou um árabe em qualquer parte do mundo. Assim como os bolivianos, chineses ou alemães. Mas quando o assunto é o brasileiro, a dúvida impera. Há brasileiro europeu, brasileiro suíco, brasileiro africano, brasileiro dekassegui, brasileiro-baiano, brasileiro-sulista... além de culturais, as diferenças são físicas também.
Por tudo isso, num país de contradições, onde as novelas fazem questão de frisar a coexistência do borracheiro e do executivo na mesma vizinhança, o futebol torna-se um fator unificador. Enquanto a bola rola no gramados alemães, o Brasil se torna único, numa rede de milhões de rádios e televisores que vibram em uma só sintonia... E não é a magia do esporte, é a surpresa do futebol. Talvez, apenas os profisisonais da bola sejam capazes de afirmar e fazer o que a política ainda não conseguiu fazer.
É extremamente complexo falar em nacionalismo ou patriotismo em um país com mais de 170 milhões de habitantes, de dimensoes continentais e população amplamente heterogênea. Tais manifestaçòes de "brasilidade" talvez se encaixem mais na classificação de um "patriotismo oportunista" do que nacionalismo.
Além da carga nazi-facista que o termo carrega, nacionalismo deriva de "nação". E nação pressupoe unidade. É difícil falar de unidade dentro de um país cuja população é demasiadamente diversa economica, social e etnicamente; num país onde há mais quatro ou cinco "brasis", totalmente distintos em costumes e crenças.
É fácil reconhecer um judeu ou um árabe em qualquer parte do mundo. Assim como os bolivianos, chineses ou alemães. Mas quando o assunto é o brasileiro, a dúvida impera. Há brasileiro europeu, brasileiro suíco, brasileiro africano, brasileiro dekassegui, brasileiro-baiano, brasileiro-sulista... além de culturais, as diferenças são físicas também.
Por tudo isso, num país de contradições, onde as novelas fazem questão de frisar a coexistência do borracheiro e do executivo na mesma vizinhança, o futebol torna-se um fator unificador. Enquanto a bola rola no gramados alemães, o Brasil se torna único, numa rede de milhões de rádios e televisores que vibram em uma só sintonia... E não é a magia do esporte, é a surpresa do futebol. Talvez, apenas os profisisonais da bola sejam capazes de afirmar e fazer o que a política ainda não conseguiu fazer.
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