7.24.2006

Living, learning, dreaming

Hoje terminei o dia felizinha. Poucos minutos antes de tocar os sinos da igreja, entrei no banheiro para dar meio tradicional tapinha no visual e me encarar no espelho antes de ir embora, como de costume. Neste instante, percebi que eu estava mais felizinha do que o habitual. De imediato não achei um motivo concreto, mas logo notei que era a soma de pequeninos acontecimentos, que deixaram meu espírito mais "up". Falar com quem eu queria falar, fazer o que eu queria fazer, colocar pendências em dia... um bom dia no serviço e um belo dia de sol.

Algo que fez parte disso tudo foi um sonho que tive esta madrugada. Pois bem: a Copa do Mundo já terminou, mas sei lá porque razão, estávamos eu e o Ronaldo Fenômeno no shopping. Gente fina o cara. Super divertido, agradável... Me mostrou a aliança no dedo médio (???) e disse que tinha terminado com a Milene (Tá, eu sei que ele namora a Raica, mas fazer o quê? Não mando no meu inconsciente). Depois disso, fomos para o curso de férias do Raça.

Chegando lá, comecei a passar um dos aquecimentos. No meio da coreografia, uma menina que assistia a aula jogou uma toalha em cima de mim. Me atrapalhei toda e ainda tomei uma bronca do professor. Contrariada, lembro que eu saía da sala e resmungava algo do tipo: "Ele não viu que a culpa não foi minha?"

Fiquei emburrada e decidi ficar de fora da aula. Mas antes que eu pudesse respirar mais uma vez, o Edy (que sempre me dá lições de raça e de vida na vida real) grutou comigo:"Vamos, Pamela. Você tem que parar de deixar que esses contratempozinhos atrapalhem sua vida". E, mais decida do que nunca, retomei o aquecimento. E acordei. Pronta pra enfrentar o dia.

7.21.2006

Where's the love?

7.16.2006

Because of vacation

Aproveito este curto período de "férias" para fazer algumas das coisas que não fazia há tempos, como ligar o computador para algo que nao esteja relacionado ao trabalho ou para ver TV, duas atividades raras em minha vida cotidiana. Evito ligar o computador em casa porque passo obrigatoriamente 45 horas semanais na frente dele e a rec-rec da ventonia não costuma me remeter à idéia de lazer. E a Tv, acostumei-me a viver sem ela. Exceto quando o cérebro parece estar à beira de "pifar"; aí é a única coisa capaz de entretê-lo sem exigir esforço.

Férias relativas, já que nesses dias estou sendo obrigada a organizar um grande conjunto de dados para compor meus trabalhos acadêmicos - C'est la vie - tudo tem seu preço. Ligar o MSN tem sido uma das minhas distraçoes e ferramentas de lamentação em momentos de absoluto desespero em relação aos conceitos e frases que, por instantes parecem embaralhar-se e perder o sentido. Quando se quer ou precisa falar com alguém via MSN, é lógico que o contato não vai estar online. E, paradoxalmente, quando você não puder falar com ninguém, sua lista toda vai estar tão verdinha quanto as notas de dólares.

Pois bem, é esse aparente tempo livre que me permitiu até assistir um trechinho do TV Z de hoje antes que meu pai pudesse solicitar para si o direito de assistir Santos e São Caetano. E nesta oportunidade, assisti clipe da música "Because of you", da Kelly Clarson.

Quando ouço a música no rádio, ao mesmo tempo que me empolgo, me confundo com a letra. Achava que era falha minha de tradução. Mas lendo a letra na tela da TV, comprovei que havia algo de diferente na música. O clipe veio confirmar o que eu já desconfiava.

Enquanto a maioria das músicas - principalmente os pops descartáveis norte-americanos de Britney e cia. - se dispõe a contar historinhas adolescentes de desilusão ou contos belos e cor-de-rosa, a canção de Kelly Clarson aparece como uma alfinetada. Nela, o papai nao é o herói e o namorado não é o príncipe.
Diferentemente do que a maioria, a música traduz o efeito e a mácula de certas situações; as seqüelas de momentos abruptos, talvez mais freqüentes na realidade da vida do que a maioria dos contos de fadas cantados nas rádios FM. É a primeira vez que vejo uma letra tão diversa e um pouco mais contundente ganhar audiência deste modo. E ela não é contundente por criticar o sistema político-econômico vigente ou por denunciar a miséria global, dois lugares-comuns da música "crítica", mas porque desnuda algumas das contradições e hipocrisias contidas nas relações afetivas e sentimentos. Sórdidas atitudes e relações, nem sempre levadas a luz do debate em sociedade, mas mascaradas por preconceitos e moralismos.

Fica aí o refrão:

Because of you
I never stay too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid

7.10.2006

Silent words

Saudade
vulnerabilidade
prioridade
serenidade
liberdade
amizade
sinceridade
cumplicidade
reciprocidade
honestidade
preciosidade
adversidade
realidade
criatividade
tranqüilidade
capacidade
viabilidade
naturalidade
mocidade
maturidade

7.07.2006

Ciberativismo

O melhor site (blog, por enquanto) da Internet:

Participe da campanha Eu Sei Escrever.

E agora vai link definitivo por aqui.

7.02.2006

What really matters

Sabe porque eu detesto ficar muito tempo sem atualizar meu blog? Porque muitas coisas se perdem ao longo da semana, dos dias, das atividades, das refeições, das noites de sono, daquelas mal-dormidas, dos textos, dos livros, dos caminhos, das entrevistas... enfim, muita coisa se perde na relevante irrelevância do dia-a-dia.
Na verdade, nada mais sagrado e mais profano que o cotidiano e a rotina. O que não quer dizer exatamente tédio ou monotonia, claro. O que seria do ser humano sem a santa rotina de cada dia? Um caos. Humanos não sabem lidar com o desconhecido, com o novo; há sempre o medo de que o novo, o imprevísivel possa se configurar em ameaça iminente e trazer situações com as quais não conseguiríamos lidar. Ou com as quais pensamos que não conseguimos.
Muito da vida depende como cada indivíduo encara as circunstâncias. Sua rotina pode ser um saco, se assim você fizer dela. Você pode ficar se martirizando por ter de terminar um relatório, pensar no quanto vai ser difícil fazê-lo e protelar a tarefa por dias; e ainda assim, concluir que não ficou do seu agrado. Ou você enxergá-lo como uma tarefa com a qual você sabe que pode lidar tranqüilamente, que pode ser feita neste momento e que não é motivo para auto-tortura. Pronto. A escolha é sempre sua. É uma questão de visão, de ponto de vista.
Você pode também abaixar a cabeça, ir pro trabalho resmungando do acúmulo de tarefas, xingar o motorista do ônibus e chegar com cara amassada no serviço. Ou você pode aproveitar a viagem (ou a caminhada) para observar as pessoas, curtir o sol ou a imagem bucólica de um dia gelado, pensar que cada desafio é uma chance de superar-se e perguntar-se o que mais pode lhe reservar o dia.
A grande questão não é o cotidiano, mas quais as coisas às quais nos deixamos afetar e a quais somos imunes. A beleza ou a imprecisão no detalhe; o prazer ou o medo do silêncio; a paisagem perdida ou o cenário que pode ser percebido.
We always have a choice. O resto é desculpa.
Pra terminar: sem olhar, me diga: quantos quadros (ou vasos, ou janelas, sei lá) tem no seu ambiente de trabalho? De cor eles são? Quais sao os desenhos?