Aproveito este curto período de "férias" para fazer algumas das coisas que não fazia há tempos, como ligar o computador para algo que nao esteja relacionado ao trabalho ou para ver TV, duas atividades raras em minha vida cotidiana. Evito ligar o computador em casa porque passo obrigatoriamente 45 horas semanais na frente dele e a rec-rec da ventonia não costuma me remeter à idéia de lazer. E a Tv, acostumei-me a viver sem ela. Exceto quando o cérebro parece estar à beira de "pifar"; aí é a única coisa capaz de entretê-lo sem exigir esforço.
Férias relativas, já que nesses dias estou sendo obrigada a organizar um grande conjunto de dados para compor meus trabalhos acadêmicos - C'est la vie - tudo tem seu preço. Ligar o MSN tem sido uma das minhas distraçoes e ferramentas de lamentação em momentos de absoluto desespero em relação aos conceitos e frases que, por instantes parecem embaralhar-se e perder o sentido. Quando se quer ou precisa falar com alguém via MSN, é lógico que o contato não vai estar online. E, paradoxalmente, quando você não puder falar com ninguém, sua lista toda vai estar tão verdinha quanto as notas de dólares.
Pois bem, é esse aparente tempo livre que me permitiu até assistir um trechinho do TV Z de hoje antes que meu pai pudesse solicitar para si o direito de assistir Santos e São Caetano. E nesta oportunidade, assisti clipe da música "Because of you", da Kelly Clarson.
Quando ouço a música no rádio, ao mesmo tempo que me empolgo, me confundo com a letra. Achava que era falha minha de tradução. Mas lendo a letra na tela da TV, comprovei que havia algo de diferente na música. O clipe veio confirmar o que eu já desconfiava.
Enquanto a maioria das músicas - principalmente os pops descartáveis norte-americanos de Britney e cia. - se dispõe a contar historinhas adolescentes de desilusão ou contos belos e cor-de-rosa, a canção de Kelly Clarson aparece como uma alfinetada. Nela, o papai nao é o herói e o namorado não é o príncipe.
Diferentemente do que a maioria, a música traduz o efeito e a mácula de certas situações; as seqüelas de momentos abruptos, talvez mais freqüentes na realidade da vida do que a maioria dos contos de fadas cantados nas rádios FM. É a primeira vez que vejo uma letra tão diversa e um pouco mais contundente ganhar audiência deste modo. E ela não é contundente por criticar o sistema político-econômico vigente ou por denunciar a miséria global, dois lugares-comuns da música "crítica", mas porque desnuda algumas das contradições e hipocrisias contidas nas relações afetivas e sentimentos. Sórdidas atitudes e relações, nem sempre levadas a luz do debate em sociedade, mas mascaradas por preconceitos e moralismos.
Fica aí o refrão:
Because of you
I never stay too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid
Férias relativas, já que nesses dias estou sendo obrigada a organizar um grande conjunto de dados para compor meus trabalhos acadêmicos - C'est la vie - tudo tem seu preço. Ligar o MSN tem sido uma das minhas distraçoes e ferramentas de lamentação em momentos de absoluto desespero em relação aos conceitos e frases que, por instantes parecem embaralhar-se e perder o sentido. Quando se quer ou precisa falar com alguém via MSN, é lógico que o contato não vai estar online. E, paradoxalmente, quando você não puder falar com ninguém, sua lista toda vai estar tão verdinha quanto as notas de dólares.
Pois bem, é esse aparente tempo livre que me permitiu até assistir um trechinho do TV Z de hoje antes que meu pai pudesse solicitar para si o direito de assistir Santos e São Caetano. E nesta oportunidade, assisti clipe da música "Because of you", da Kelly Clarson.
Quando ouço a música no rádio, ao mesmo tempo que me empolgo, me confundo com a letra. Achava que era falha minha de tradução. Mas lendo a letra na tela da TV, comprovei que havia algo de diferente na música. O clipe veio confirmar o que eu já desconfiava.
Enquanto a maioria das músicas - principalmente os pops descartáveis norte-americanos de Britney e cia. - se dispõe a contar historinhas adolescentes de desilusão ou contos belos e cor-de-rosa, a canção de Kelly Clarson aparece como uma alfinetada. Nela, o papai nao é o herói e o namorado não é o príncipe.
Diferentemente do que a maioria, a música traduz o efeito e a mácula de certas situações; as seqüelas de momentos abruptos, talvez mais freqüentes na realidade da vida do que a maioria dos contos de fadas cantados nas rádios FM. É a primeira vez que vejo uma letra tão diversa e um pouco mais contundente ganhar audiência deste modo. E ela não é contundente por criticar o sistema político-econômico vigente ou por denunciar a miséria global, dois lugares-comuns da música "crítica", mas porque desnuda algumas das contradições e hipocrisias contidas nas relações afetivas e sentimentos. Sórdidas atitudes e relações, nem sempre levadas a luz do debate em sociedade, mas mascaradas por preconceitos e moralismos.
Fica aí o refrão:
Because of you
I never stay too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid
Nenhum comentário:
Postar um comentário