Essa manhã acordei com a cabeça a milhão; agitada, revirada, inquieta. Ontem à noite, não conseguia pegar no sono. Algo não parecia bem, não me deixava dormir. E não era por conta da pequena discussão que acontecera na noite de ontem; ao contrário. Porque pra mim, ela foi "pequena" mesmo e achei até que fora algo saudável. Mas eu não conseguia dormir. Algo não me bastava; eu não me bastava. Pouco havia saído como o planejado; inquietude.
Deve haver em mim alguma emoção que basta.
Me sentia insegura, desprotegida. Buscava há algum tempo algo que me fizesse sentir protegida, confortável, aconchegada. E na noite de ontem, no travesseiro, sentia-me estranha; ao relento, tentando me proteger com o cobertor. Não sabia qual ameaça me faria sentir desta maneira.
Pensei em muitas das pessoas que faziam sentir seguras e familiarizada, mas com as quais não conseguia manter a proximidade de outrora. Pensei em outras, próximas, mas distantes. Pensei no que poderia ter sido, no que poderia ser. Embaralhava-me com meus pensamentos, que confundiam o que eu queria, o que eu quisera, o que eu poderia ou não poderia querer; o que era viável, o que era absoluto. O que me faria sentir mais segura naquele momento.
Por instantes, pareceu aterrador. Queria falar com alguém, queria mandar embora a falta de tudo. Cogitei a possibilidade de chamar minha mãe. Ela sempre entendera quando eu tinha pesadelos de madrugada. Mas ela merecia dormir ao invés de ficar acordada com uma marmanja de 23 anos.
Queria almoçar com o Thi (com H, rs) e perder a primeira aula. Queria papear com minhas hermanitas e ir embora só ao anoitecer. Quero ficar horas no telefone com o Caio. Queria a promixidade e a familiaridade da máfia da escola; enfim, queria perto de mim algo que me fizesse sentir tranqüila. A gente cresce e aprende a aceitar as distâncias e a lidar sozinha com as coisas em prol da maturidade, mas se esquece de cuidar para não se perder em si mesma...
Deve haver em mim alguma emoção que basta.
Me sentia insegura, desprotegida. Buscava há algum tempo algo que me fizesse sentir protegida, confortável, aconchegada. E na noite de ontem, no travesseiro, sentia-me estranha; ao relento, tentando me proteger com o cobertor. Não sabia qual ameaça me faria sentir desta maneira.
Pensei em muitas das pessoas que faziam sentir seguras e familiarizada, mas com as quais não conseguia manter a proximidade de outrora. Pensei em outras, próximas, mas distantes. Pensei no que poderia ter sido, no que poderia ser. Embaralhava-me com meus pensamentos, que confundiam o que eu queria, o que eu quisera, o que eu poderia ou não poderia querer; o que era viável, o que era absoluto. O que me faria sentir mais segura naquele momento.
Por instantes, pareceu aterrador. Queria falar com alguém, queria mandar embora a falta de tudo. Cogitei a possibilidade de chamar minha mãe. Ela sempre entendera quando eu tinha pesadelos de madrugada. Mas ela merecia dormir ao invés de ficar acordada com uma marmanja de 23 anos.
Queria almoçar com o Thi (com H, rs) e perder a primeira aula. Queria papear com minhas hermanitas e ir embora só ao anoitecer. Quero ficar horas no telefone com o Caio. Queria a promixidade e a familiaridade da máfia da escola; enfim, queria perto de mim algo que me fizesse sentir tranqüila. A gente cresce e aprende a aceitar as distâncias e a lidar sozinha com as coisas em prol da maturidade, mas se esquece de cuidar para não se perder em si mesma...
2 comentários:
Ai, Pam... Se você soubesse como eu também sinto falta! Não é vontade de voltar no tempo, é vontade de que algumas coisas tivessem mudado, mas que outras se preservassem. Será que só eu queria assim? rs...
o que mais admiro em você é sua saúde, sua sanidade, seu equilíbrio. Chega a dar inveja, de tão bonito. Quando o pensamento acelerar, deixa ele dançar tal qual mandalas, assim como você faz: leve, suave e flexível.
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