9.10.2006

A relatividade do tempo

Há muito procuro um tema que realmente me faça sentir valer a pena escrever novamente neste blog. Um assunto daqueles que me vêm à cabeça na metade do dia e não me deixam quieta até que eu os faça explodir. Caso contrário, não estava encontrando motivação para fazer uma atualização. Eis que me deparo com a oportunidade agora há pouco.

Acabo de chegar do cinema e minha mente fervilha em torno do conceito do filme. Eu sei que alguns deverão enxergá-lo como um romance insípido, mas eu visualizei algo mais: um tratado sobre o tempo. "A Casa do Lago" tem um enredo que serve como ilustração para uma proposição maior, uma grande reflexão sobre o tempo, de como pode ser relativo e irreal; o que é o presente e o que é o futuro; o que realmente existe afinal.

O efeito causado pelo filme se assemelha ao que senti ao ler o livro "O Mandarim", com todo seu realismo mágico; uma reflexão concreta sobre uma história fantástica. Ao sair da sala, pensava nas aulas de física, em Einstein, e no "Planeta dos Macacos". Este último, pra mim, uma das maiores obras que dissertam sobre a inexorabilidade (tá certo isso?) do tempo e a suposta imponência da raça humana.

O que eu imaginava de mim há dois anos? Bem, algo semelhante em certo sentido; outras coisas bem diferentes do que vivo hoje e, outras, simplesmente inesperadas. O que há de vir nos próximos dois anos? Qual conexão entre todas as coisas, pessoas e o tempo? Às vezes, gosto de brincar comigo mesma e deixar certas pistas sobre o passado no futuro. Assim como hoje encontrei o ticket de "Os sem floresta" na minha carteira; assim como deixei o de hoje no bolso da calça propositalmente. Da mesma maneira que às vezes abro antigos arquivos, mesmo os trabalhos de escola, fotos e e-mails; da mesma maneira como releio antigos cartões e livros já lidos ou visito certos lugares. O momento de contemplação do passado e do presente e as especulações sobre o amanhã, sem dúvida, são riquíssimos. Me fazem pensar na minha existência e na magnitude da vida.

A única certeza é a de que o tempo é o senhor do viver.

Um comentário:

Pamela Forti disse...

Nossa, eu andei pensando nessa música do Pato Fú tb!!!