10.08.2006

A hora da virada

Há muito vinha reclamando do comportamento do candidato Alckmin durante a campanha eleitoral. Apostava no 45 meramente por uma alternativa ao governo vigente, esperando punir, com meu voto, a traição e a decepção imposta pelos petistas após uma histórica e gloriosa vitória em 2.002.
No entanto, o candidato social-democrata acaba por surpreender-me. O debate surpreendeu. Pela primeira vez, Alckmin tirou-me do estado de anestesia a que fui submetida no primeiro turno. Desta vez, foi possível enxergar vida e sentir o sangue correr nas veias de alguém que finalmente parece ter realmente ganhado a motivação e a raça necessárias para combater e disputar a presidência.
Embora os programais de governodos pessedebistas e petistas sejam similaridades em sua maioria, resta-me sempre o critério da nova tentativa, da renovação constante e de excluir o que não foi satisfatório.
Assim, agora vejo com mais gosto a campanha de Alckmin; ele cresce em seus planos e anseios e transmite a motivação de que eu, eleitora, estudante acadêmica e jornalista profissional, precisava e esperava. Começo a ver que pode valer a pena.
Tive a oportunidade de conhecer Dona Lú pessoalmente e o próprio Alckmin. Em meio a tantos jornalistas renomados, fui tratado por ambos com a mesma educação e diplomacia com que tratavam a grande imprensa. Nem um minuto a menos, e a mesma cordialidade e atenção. Empatia funciona; plano de governo, coragem e audácia também.

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