1.18.2007

Da janela do carro

Voltando do jazz ontem, me dei conta do quanto deixamos passar batido no dia-a-dia, na rua, no relacionamento com as pessoas, nos detalhes que tornam uma paisagem mais bela ou na presença/ausência de um gesto, um objeto inebriante ou da luz que adentra a janela.
Faço aulas do mesmo lugar há cinco anos e freqüentemente passo em frente ao local do meu primeiro emprego. aliás, foi graças a ele que descobri o Raça. Um acerto do acaso: sempre quis conhecer, sempre ouvia falar no meio da dança... "O Raça, o Raça... Fulana é do Raça. Beltrana já fez aula no Raça"... Um belo dia, peguei uma lotação que, a princípio, me deixou receosa quando vi que o motorista fazia um caminho diferente. Depois, percebi o letreiro da academia e tratei de decorar o nome da rua e o número. O resto vocês já sabem...
Mas a questào aqui é outra. Percebi, esta semana, que eu não sabia mais onde estava o local onde trabalhei. Claro que o imóvel já não abriga mais a escola, mas eu não sabia ao certo. Nunca mais havia parado para reparar nem mesmo no que havia no lugar. Procurei... "Ah, a churrascaria, tá perto então". Nem tanto. Pensando bem, era bem depois do posto de saúde. Hum, tinha mais de um estabelecimento com esses vidros espelhados. O banco na frente... O quê, a farmácia???? Então já passou....
Incrível como mergulhamos no cotidiano e esquecemos que "perceber" a vida e o mundo à nossa volta. Quando cheguei por aquelas bandas, como inicante, uma adolescente perdidinha numa realidade nova e à primeira vista assustadora e até um pouco hostil, mas extremamente empolgante. Hoje, mal me dei conta das mudanças pelas quais passou a avenida, que ficou marcada na minha história. Parei para refletir sobre algumas páginas da minha vida que foram escritas por ali. Senti que era hoje que caminhar lentamente pela avenida e entender o signifcado maior que tudo o que foi vivido e de tudo o que há para viver...

1.13.2007

Much higher

Difficult to say; it's so difficult to understand; it's difficult to explain. Maybe a higher law.

Little angel, I believe things will get fine sooner than you can imagine. The energy you've got inside is so precious... Through the storm we reach the shore... I know you're brave enough. I'm sure about your victory. I'll be there, somehow.

1.10.2007

Pra rua me levar (Vida louca)

Estou de volta. Nem tão de volta assim. Um pouco aqui; um pouco acolá. De volta, depois de um dos finais de ano mais estranhos que já tive. Inside. Fatos inesperados; alguns simplesmente inesperados; outros inesperados e agradáveis, outros ainda inesperados e decepcionantes. So no one told me that it was gonna be this way. De qualquer maneira, eu prefiro a sinceridade. Prefiro ouvir a verdade dos amigos. E dos nem tão amigos também. Betrayed?
O que me faz bem nessas férias, as mais inoportunos da minha vida? Pouca coisa. Sentir-me idiota que não é. Ah, sim. Dançar. Um pequeno presente que resolvi me dar depois da tortura chinesa do fim do ano. Presente que virou remédio. My passion, my temple, my shelter. Quero fugir deste instante, deste janeiro. Não quero março, não quero dezembro de novo. Havia o post da viagem. O sol acima do sol. Mas deixa ele pra lá. Não estou com vontade de escrever mesmo. Tampouco de dormir. Não sei por qual razão me submeto a certos tipos de coisas, que só me fazem mal. It wasn't that innocent. Preciso dar um jeito em mim mesma. Querida, eu sei; não mereço bronca por hoje.
Pobre de você, leitor, que perde seus instantes online lendo meus agrúrios. Não me importa se uso a palavra incorretamente. Me basta saber que vc entendeu. Sou machadiana: não quer, não leia. Aliás, pouco adianta escrever....
And I should give up forever. Please, no more tears in my land.

1.07.2007

Levanto da cadeira e fecho a porta. Melhor assim.
Eu, pirada comigo mesma e a chuva de dentro e a de fora. Ok, Belo início de ano.