6.17.2007

The sunlight in my exercises

Não tem nada que eu goste ou valorize mais do que um belo dia de sol. Poder caminhar livremente sob o céu azulado, com o calor batendo no rosto. Me faz sentir em sintonia com tudo; a alma fica mais leve. Adoro a sensação de liberdade e imensidão de caminhar olhando para o alto, vestida com uma roupa qualquer; o cabelo preso e um bom tênis nos pés.
Um pequeno gesto inebriante para o espírito e útil para a mente. O pensamento vai a milhão e voa para longe de onde ele realmente costuma estar. Enxergo o passado, projeto mil maravilhas para os dias que virão. Mas o mais interessante é quando me dou ao luxo de não vislumbrar nada em minha mente. Pensar em nada além daquele momento. Apreciar um novo caminho, avistar um novo panorama, ver a avenida do alto, descobrir uma escadaria escondida ou prestar atenção na arquitetura e nas cores de simples e bonitinhas casinhas nas quais nunca reparo na correria diária. Explorar a grande janela, o corrimão decorado, as plantas e a entrada da sala.
O melhor disso tudo é poder estar sozinha comigo mesma. Sem compromisso , sem (muito) horário, sem rumo prévio, sem outro assunto além daquele que eu realmente queira que esteja em minha cabeça. Eu sou uma dessas pessoas que precisa ter um instante para seu momento pessoal. Alterno facilmente entre momentos de extroversão e introspecção. Ao mesmo tempo que sou comunicatica e espontânea, sou também bastante introspectiva. Vivo olhando para dentro e conversando comigo mesma, refletindo sobre inúmeros aspectos do viver, do sentir e do ser. São nesses minutos que reelaboro todo o conteúdo da semana e os acontecimentos que marcaram os últimos dias.
Não me conformo como são tão poucas as pessoas capazes de apreciar uma bela caminhada num dia claro. Ninguém precisa andar milhas, vinte minutos que sejam já são suficientes para fazer um bem danado à saúde física, mental e para o ego. Fazer exercícios libera as endorfinas no corpo, responsáveis pela sensação de bem-estar, o que melhora o humor. Para quem trabalha com informação, como eu, um exercício simples como isso favorece o processo criativo, oxigenando o cérebro e abrindo espaço para o chamado "vácuo criativo". A grosso modo, aquele vazio necessário para desligar-se dos problemas e dos dilemas e permitir que uma nova idéia venha à tona. Mesmo que não funcione, com certeza o exercício servirá para relaxar e melhorar a capacidade aeróbica e o tônus muscular das pernas. =p

5.24.2007

Preciosidade

Estava ouvindo hoje cedo no carro e decidi postar. Quem mais para expressar o que muita gente sente/pensa e não compreende o que ocorre consigo? Por que ninguém mais tem coragem de desafiar o establishment e o american way of life? E qual o sentido, afinal? Tem sentido?

Ouro de tolo

Composição: Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar um Corcel 73

Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa

Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa

Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção de coisas grandes
Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família ao Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos

Ah! Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco

É você olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
Que só usa dez por cento de sua cabeça animal

E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para o nosso belo quadro social

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador

Ah! Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador

4.24.2007

"Aquelas pessoas que falam 'ai, eu não sei; ai eu não consigo', essas nunca vão fazer nada. Tem que ter raça."

Edy Wilson


E é por isso que eu amo muito dançar; um aprendizado em cada movimento, em cada tentativa, em cada frustração, em cada palavra, em cada emoção. É minha fuga e meu destino; minha dor e meu entusiasmo; minha ilusão e minha mágica realidade; minha volúpia, meu sossego desassossegado; meu despertador e meu sonho. Um amor, uma paixão, uma entrega, um desafio pessoal, um prazer, um despreendimento, um desconfundir-se, um transceder e um amanhecer.

4.17.2007

Em geral, mulher é um bicho besta. Eu tento fugir à regra. kkkkkkkkk

3.30.2007

Quase Páscoa....!!!!



Coelhinho chegando!!! Foto devidamente roubada do blog da Dri! Ovos de Páscoa artesanais, assunto do caderno Paladar do Estadão. Olha só esse ovo de marshmellow! Tentação...!!! Assassino de dietas... rsssss

3.21.2007

O amor como meio, não como fim

Já tinha lido esse texto uma vez e topei com ele de novo. Autoria do psicoterapeuta e especialista no assunto Flávio Gikovate. As palavras são válidas para todos nós! Afinal, será que amar é mesmo tudo?

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É hora de substituir o ideal romântico do amor que basta em si mesmo (por isso não dura) por uma relação que traga crescimento individual.

"Há algo de errado na forma como temos vivido nossas relações amorosas. Isso é fácil de ser constatado, pois temos sofrido muito por amor. Se o que anda bem tem que nos fazer felizes, o sofrimento só pode significar que estamos numa rota equivocada. Desde crianças, aprendemos que o amor não deve ser objeto de reflexão e de entendimento racional; que deve ser apenas vivenciado, como uma mágica fascinante que nos faz sentir completos e aconchegados quando estamos ao lado daquela pessoa que se tornou única e especial. Aprendemos que a mágica do amor não pode ser perturbada pela razão, que devemos evitar esse tipo de “contaminação” para podermos usufruir integralmente as delícias dessa emoção – só que não tem dado certo. Vamos tentar, então, o caminho inverso: vamos pensar sobre o tema com sinceridade e coragem. Conclusões novas, quem sabe, nos tragam melhores resultados.
Vamos nos deter em apenas uma das idéias que governam nossa visão do amor. Imaginamos sempre que um bom vínculo afetivo significa o fim de todos os nossos problemas. Nosso ideal romântico é assim: duas pessoas se encontram, se encantam uma com a outra, compõem um forte elo, de grande dependência, sentem-se preenchidas e completas e sonham em largar tudo o que fazem para se refugiar em algum oásis e viver inteiramente uma para a outra usufruindo o aconchego de ter achado sua “metade da laranja”. Nada parece lhes faltar. Tudo o que antes valorizavam – dinheiro, aparência física, trabalho, posição social etc. – parece não ter mais a menor importância. Tudo o que não diz respeito ao amor se transforma em banalidade, algo supérfluo que agora pode ser descartado sem o menor problema.
Sabemos que quem quis levar essas fantasias para a vida prática se deu mal. Com o passar do tempo, percebe-se que uma vida reclusa, sem novos estímulos, somente voltada para a relação amorosa, muito depressa se torna tediosa e desinteressante. Podemos sonhar com o paraíso perdido ou com a volta ao útero, mas não podemos fugir ao fato de que estamos habituados a viver com certos riscos, certos desafios. Sabemos que eles nos deixam em alerta e intrigados; que nos fazem muito bem.
De certa forma, a realização do ideal romântico corresponde à negação da vida. Visto por esse ângulo, o amor é a antivida, pois em nome dele abandonamos tudo aquilo que até então era a nossa vida. No primeiro momento até podemos achar que estamos fazendo uma boa troca, mas rapidamente nos aborrecemos com o vazio deixado por essa renúncia à vida. A partir daí, começa a irritação com o ser amado, agora entendido como o causador do tédio, como uma pessoa pouco criativa e desinteressante. O resultado todos conhecemos: o casal rompe e cada um volta à sua vida anterior, levando consigo a impressão de ter falido em seus ideais de vida.
Os doentes acham que a saúde é tudo. Os pobres imaginam que o dinheiro lhes traria toda a felicidade sonhada. Os carentes – isto é, todos nós – acham que o amor é a mágica que dá significado à vida. O que nos falta aparece sempre idealizado, como o elixir da longa vida e da eterna felicidade.
Diariamente, porém, a realidade nos mostra que as coisas não são assim, e acho importante aprendermos com ela. Nossas concepções têm de se basear em fatos, nossos projetos têm que estar de acordo com aquilo que costuma dar certo no mundo real. Fantasias e sonhos, ao contrário, têm origem em processos psíquicos ligados à lembranças e frustrações do passado. É importante percebermos que o que poderia ser uma ótima solução aos seis meses de idade, como voltar ao útero materno, será ineficaz e intolerável aos 30 anos. A bicicleta que eu não tive aos 7 anos, por exemplo, não irá resolver nenhum dos meus problemas atuais. É preciso parar de sonhar com soluções que já não nos satisfazem a adaptar nossos sonhos à realidade da condição de vida adulta.
Se é verdade, então, que o amor nos enche de alegria, vitalidade e coragem – e isso ninguém contesta –, por que não direcionar essa nova energia para ativar ainda mais os projetos nos quais estamos empenhados? Quando amamos e nos sentimos amados por alguém que admiramos e valorizamos, nossa auto-estima cresce, nos sentimos dignos e fortes. Tornamo-nos ousados e capazes de tentar coisas novas, tanto em relação ao mundo exterior como na compreensão da nossa subjetividade. Em vez de ser um fim em si mesmo, o amor deveria funcionar como um meio para o aprimoramento individual, nos curando das frustrações do passado e nos impulsionando para o futuro. Casais que conseguem vivê-lo dessa maneira crescem e evoluem, e sob essa condição seu amor se renova e se revitaliza."

3.18.2007

My precious

Poxa, tinha escrito um post enooooooooooooorme sobre meu aniversário, mas o blogger fez questão de travar e desaparecer com meu texto. Ok, não faz mal, mas vale dizer que foi um momento especial, por inúmeros motivos. Pelas pessoas que tive a meu lado, pela comida maravilhoooooooooosa, pela companhia, a satisfação... e os presentinhos inesperados.
Exatamente no dia 10, sábado, a aula da pós foi ministrada pelo roteirista do meu documentário predileto: "Nós que aqui estamos por vós esperamos". Um imenso presente de aniversário. Fora que a contribuição da pós em minha vida é formidável: saio de lá querendo abraçar o mundo; lembrado quantos horizontes são possíveis; estimulada a perceber o quão maior são as coisas e o quão mesquinho pode ser o nosso cotidiano. Me dá vontade de crescer, de voar, de chegar lá... De repente, o mundo parece se abrir a meus olhos... E obrigada pela presença de todos vocês, meus grandes amigos...! Vocês são as mais preciosidades em minha vida.

E para registrar o meu aniversário, fica aqui uma imagem emblemática; do bolo floresta branca que amoe como uma vez por ano; só perde para o bolo mousse do Amor aos Pedaços:




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À parte o aniversário, vale dizer que adoro dirigir aos domingos, longe dos congestionamentos e buzinadas frenéticas. Adoro meu carrinho tb, que ainda deverá me acompanhar por um bom tempo. O clima ficou mais gostoso com a chuva fina e com a vinhetinha do "Love Songs". Não pelo romantismo melado, mas pelo sax ao fundo. O gostoso é que vim pensando muito, como faço de costume. Saí com uma certa sensação e retornei com outra. Finalmente; estava à sua espera.
Esta semana passei "trancafiada", restrita, presa num único problema e tipo de pensamento. E é ótimo quando esse sentimento se esvai e eu pareço estar aberta a enxergar o mundo de novo.
Não importa o quão honestas, disonestas, sinceras ou não, as pessoas são ou serão com você. Mas o que você fará com essas informações, o que pensará e como vai encarar. As coisas se apresentam a nós o tempo todo. Antes do "Love Songs" (ok, eu detesto a Band. Mas gosto do programa, meu companheiro depois das aulas de dança. rs), "Pra não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré. Estava realmente precisando mesmo de um pouco de sentimento revolucionário. "Caminhando e cantando e seguindo a canção..."
De repente, uma onda de otimismo me invade. Uma onda de otimismo, de vida, de futuro, de sol. De me ver sorrindo na segunda. De querer a terça e enxergar por cima dos prédios. De lembrar de contemplar o céu. E o simpático locutor do programa chega por trás do saxofone, fazendo alusões sobre as músicas, as marcas, o passado, o presente e o futuro. Lembro que tenho pensado muito nas "terceiras vias", em todos os setores da minha existência; pessoal, profissional... E o locutor convida o ouvinte a pensar se o que ele quer está no passado, no presente, ou no futuro...

3.12.2007

Pisces

Gente, olha só meu horóscopo de hoje. Achei muito emblemático sobre o (meu) jeito de ser de um pisciano, ainda mais na época do meu aniversário.

Peixes
Dizem que Peixes tem um pouco de todos os signos. Sua fluidez e complexidade podem tanto encantar quanto incomodar, você é tantos ao mesmo tempo... Mergulhe nas novas ondas que estão pintando, desfrute de suas múltiplas facetas e deixe pra explicar depois que não existe somente um único e verdadeiro pisciano. Você é tudo isso e muito mais.

3.09.2007

A filha do vento

Que se foda!!!! Eu quero mais é comemorar amanhã.....!

Se algumas coisas não valem nada nesse mundo, eu valho!!!! Cansei de ser boazinha...! E vou me comemorar amanhã, comemorar a MINHA VIDA!!!!!!

Vejo vcs no próximo ciclo!!!

=)

3.05.2007

Inferninho

Não tô entendendo mais nada.
Aliás, já tô desistindo de entender qualquer coisa nessa vida...

Xô, inferno astral!!!!

2.21.2007

Só no sapatinho

Como boa brasileira, me rendo ao carnaval. Ficou faltando tomar um drinque diferente que vi na praia, mas fica pra próxima. Me rendo ao carnaval; e me rendo também a ressaca funcional que rende a quarta de cinzas. E a quinta e sexta subseqüentes, de total preguiça e iminência de fins e recomeços. Será que agora o ano começa? E que eu me começo e recomeço com ele?

2.09.2007

Só intuição...

Irritação e mau humor hoje...

2.01.2007

Acasos, emoções e pensamentos mil

These r the thoughts
(Alanis Morissete)

these are the thoughts that go through my head in my
backyard on a Sunday afternoon when I have the house to
myself and i'm not expending all that energy on fighting with my boyfriend

is he the one that I will marry? why is it so hard to be
objective about myself? why do I feel cellularly alone? am I
supposed to live in this crazy city? can blindly continued
fear-induced regurgitated life-denying tradition be overcome?

where does the money go that I send to those in need? if we
have so much why do some people have nothing still? why do I
feel frantic when I first wake up in the morning? why do you
say you are spiritual yet you treat people like shit?

how can you say you're close to god and yet you talk behind
my back as though I am not a part of you? why do I say I'm fine
when it's obvious I'm not? why's it so hard to tell you
what I want? why can't you just read my mind?

why do I fear that the quieter I am the less you will listen?
why do I care whether you like me or not? why is it so hard
for me to be angry? why is it such work to stay conscious and
so easy to get stuck and not the other way around?

will I ever move back to canada? can I be with a lover with
whom I am a student and a master? why am I encouraged to
shut my mouth when it gets too close to home? why cannot
I live in the moment?

1.18.2007

Da janela do carro

Voltando do jazz ontem, me dei conta do quanto deixamos passar batido no dia-a-dia, na rua, no relacionamento com as pessoas, nos detalhes que tornam uma paisagem mais bela ou na presença/ausência de um gesto, um objeto inebriante ou da luz que adentra a janela.
Faço aulas do mesmo lugar há cinco anos e freqüentemente passo em frente ao local do meu primeiro emprego. aliás, foi graças a ele que descobri o Raça. Um acerto do acaso: sempre quis conhecer, sempre ouvia falar no meio da dança... "O Raça, o Raça... Fulana é do Raça. Beltrana já fez aula no Raça"... Um belo dia, peguei uma lotação que, a princípio, me deixou receosa quando vi que o motorista fazia um caminho diferente. Depois, percebi o letreiro da academia e tratei de decorar o nome da rua e o número. O resto vocês já sabem...
Mas a questào aqui é outra. Percebi, esta semana, que eu não sabia mais onde estava o local onde trabalhei. Claro que o imóvel já não abriga mais a escola, mas eu não sabia ao certo. Nunca mais havia parado para reparar nem mesmo no que havia no lugar. Procurei... "Ah, a churrascaria, tá perto então". Nem tanto. Pensando bem, era bem depois do posto de saúde. Hum, tinha mais de um estabelecimento com esses vidros espelhados. O banco na frente... O quê, a farmácia???? Então já passou....
Incrível como mergulhamos no cotidiano e esquecemos que "perceber" a vida e o mundo à nossa volta. Quando cheguei por aquelas bandas, como inicante, uma adolescente perdidinha numa realidade nova e à primeira vista assustadora e até um pouco hostil, mas extremamente empolgante. Hoje, mal me dei conta das mudanças pelas quais passou a avenida, que ficou marcada na minha história. Parei para refletir sobre algumas páginas da minha vida que foram escritas por ali. Senti que era hoje que caminhar lentamente pela avenida e entender o signifcado maior que tudo o que foi vivido e de tudo o que há para viver...

1.13.2007

Much higher

Difficult to say; it's so difficult to understand; it's difficult to explain. Maybe a higher law.

Little angel, I believe things will get fine sooner than you can imagine. The energy you've got inside is so precious... Through the storm we reach the shore... I know you're brave enough. I'm sure about your victory. I'll be there, somehow.

1.10.2007

Pra rua me levar (Vida louca)

Estou de volta. Nem tão de volta assim. Um pouco aqui; um pouco acolá. De volta, depois de um dos finais de ano mais estranhos que já tive. Inside. Fatos inesperados; alguns simplesmente inesperados; outros inesperados e agradáveis, outros ainda inesperados e decepcionantes. So no one told me that it was gonna be this way. De qualquer maneira, eu prefiro a sinceridade. Prefiro ouvir a verdade dos amigos. E dos nem tão amigos também. Betrayed?
O que me faz bem nessas férias, as mais inoportunos da minha vida? Pouca coisa. Sentir-me idiota que não é. Ah, sim. Dançar. Um pequeno presente que resolvi me dar depois da tortura chinesa do fim do ano. Presente que virou remédio. My passion, my temple, my shelter. Quero fugir deste instante, deste janeiro. Não quero março, não quero dezembro de novo. Havia o post da viagem. O sol acima do sol. Mas deixa ele pra lá. Não estou com vontade de escrever mesmo. Tampouco de dormir. Não sei por qual razão me submeto a certos tipos de coisas, que só me fazem mal. It wasn't that innocent. Preciso dar um jeito em mim mesma. Querida, eu sei; não mereço bronca por hoje.
Pobre de você, leitor, que perde seus instantes online lendo meus agrúrios. Não me importa se uso a palavra incorretamente. Me basta saber que vc entendeu. Sou machadiana: não quer, não leia. Aliás, pouco adianta escrever....
And I should give up forever. Please, no more tears in my land.

1.07.2007

Levanto da cadeira e fecho a porta. Melhor assim.
Eu, pirada comigo mesma e a chuva de dentro e a de fora. Ok, Belo início de ano.

12.22.2006

Retrospectiva 2006 (And so this is xmas...)

A manhã do dia de hoje começou com um bem-humorado "And this christmas..." (entenda-se manhã pelo período compreendido pelo bater do meu cartão de ponto e antes do meu almoço; porque antes disso, eu sou um zumbi), escrito pela minha chefe e amiga num cartão de natal. E com isso, acho que finalmente me convenci de que é natal e deu oficialmente início ao "período". Na prática, natal não é uma data, é um intervalo de tempo, entre presentes e finalização de um ciclo, antes do início de outro.
Todos os anos, olho para trás e dou uma "cara" para aquele ano que passou ou que está prestes a ficar para trás. Pode ser um ano afetuoso, engrandecedor, corrido, baixo astral, inerte, divertido... entre muitos outros adjetivos que eu seria capaz de atribuir. 2.006 definitivamente não foi um ano com cara de estabilidade. Do início até o final, foi um ano de muitas reviravoltas, revoluções e surpresas, na vida pessoal, familiar, profissional, emocional e social. O resultado final disso tudo - pois costumo atribuir a "cara final" da Pamela naquela ano - foi um ano de consolidação. De idéias, metas, objetivos, opiniões.
O ano começou... bem, já pensei diversas vezes em como o ano começou. Um carnaval mal-sucedido; o rompimento de uma relação; meu aniversário; a morte da minha avó. Tudo muito, muito doloroso e atribulado; com reflexos na minha vivência de maneira ampla. Nada se encaixa, nada funcionava sem nebulosidade. Em compensação, redescobri a vida familiar e sua importância. O ano viria a começar, de fato, no segundo trimestre.
m dos fatos mais marcantes foi o início da pós. AMANDO! Me deu gás, me deu fôlego, me deu estímulo. Simplesmente encontrei a minha praia. Sentia muita falta daquilo tudo. e desta vez, era (é, na verdade) a minha praia mesmo, a minha cara; desde o prédio, o local, os professores e as pessoas. Ampliei horizontes, tive e continuo tendo cntatos com novos pensamentos e experiências. Mas, ao mesmo tempo, não nada de surreal ou fantástico. Mas, pra mim, um mundo de coisas que eu buscava, sem saber onde procurar.
m seguida, um ano de encontrar grandes e velhos amigos, reatar laços antigos, que sempre estiveram acesos na minha memória e fazer de colegas novas e grandes amizades; além de fortificar outras. Amigos da escola, daquela velha guarda! Hahaha, como é fantástico encontrarmos no futuro "presente". Engraçado que reencontrar as pessoas do colégio não se resumiu a encontros pré-programados, mas cruzar-se na rua, no ônibus, no shopping. E ouvir planos de casamento, formtura, novidades. Pessoal da facu, paca-guys, sempre presentes, de alguma maneira. Crescemos e mostramos que podemos continuar a acontecer. Mesmo mais longe. O melhor é saber que vencemos o tempo e a distância. Could not live without some of you. Too many adventures to share. E as novas amizades, que surgem de onde se menos espera e, são elas que frutificam. Yo!!!!! Meninas do apito, meninos... vcs já "fazem parte da bagunça" e ocupam um importante espaço em minha vida.
Desafios no trabalho às pencas, mas pelos quais eu agradeço de boca cheia, apesar do stress daquele instante. Desafiei a mim mesma, sabendo que podia; e me certifiquei de que posso mesmo. E posso mais ainda. Muitas gargalhadas, trocas, aprendizado, sinceridade com minhas amigas e companheiras de redação. E a chegada do nosso mascotinho, Luquinha! :)
Além disso tudo, alguns problemas de saúde, apesr de simples, mais constantes do que desejável e esperado. Dentista quase o ano todo, resultado de dentes excessivamente próximos, sem espaço suficiente. Mas um ano de muito "dar-de-si" na dança; melhorei muito meu desempenho e passei a aproveitar melhor e viver intensamente os momentos que passo dentro do Raça. Aprendi novos caminhos, novas rotas e novas manobras. Aprendi a dirigir melhor, muito melhor, o carro e a vida. Os dias.
No final, parecia que não haveria o "final do ano". Todas as coisas típicas dessa fase pareciam ter me abandonado. Tem sido um final de ano atípico. Não havia presente especial para comprar e para passar horas inventando e imaginando. Não ia ter paca-amigo-secreto. Não ia ter praia. E não ia ter Raça também. Quase achei que não haveria natal. Que cancelassem a data.
No entanto, algumas coisas trataram de melhorar e eu acho que haverá pelo menos algumas coisas de natal neste final de ano. Dentre elas, chocolates, amigos e viagem. Mas foi muito ruim não participar da apresentação de final de ano do jazz.
Ao mesmo tempo que eu sentia que precisava me desafiar a tentar isso, sabia que não havia escolha financeira. Fiquei feliz por não sentir o stress do horário dos ensaios, as incessantes dores na batata da perna e o gosto de Dorflex. Contudo, eu ainda estou procurando o fim do ano. O apresentar-se e o ensaiar até a exaustão são coisas capazesde levar alguém como eu, que ama a dança, à catarse; é como a descarga de emoção e adrenalina equivalente a todos os esforços do ano. Parecia que quando me "livrava" dos ensaios, e podia jogar a toalha, suspirar e dizer: "Venci. Acabei. Missão cumprida". Fica faltando o lacinho vermelho que amarra meu presente de final de ano. Mas 2007 começa a todo o vapor. Estou louca para passar novos 365 dias piruetado, cantando, bailando, valsando (sim, aprendi alguma coisa de dança de salão e voltei a puxar ferro nas últimas semanas), me virando no avesso em cambrés e grand decartés.
Em 2.007, estarei fazendo adagios, allegros, pas-de-deux e aumentando o alcance de meus saltos. No Raça, no palco, trancada no quarto, na rua, nas idéias, nas atitudes, nas emoções.... crescendo e dançando a canção vida. Com muita vivacidade, com muita vida.

12.08.2006

Saudade

É algo inoportuno, incoveniente, incoerente, impassível, ilógico, irracional, cruel, incompreensível. Pode ser paralisante, pertubador, insensato, execrável. Memoriado e sem memória, pleno, aleatório, casual, cego, sereno, aflito. Abobado, sem-vergonha, indesejado, mal-educado, exigente, impertinente, abusado, doce, amargo, suave, pontiagudo, fulgaz, invasivo, injusto e indecente.