11.19.2006

Só-singular

Devidamente colado e creditado. Fonte: Delas/IG.


A nova solteirice é “sósingular”

(Amanda Figueiredo)


Você acredita que a vida pode ser ótima com ou sem um companheiro? Dá o mesmo valor às suas amizades e aos relacionamentos românticos? Guia-se pelos instintos para tomar decisões importantes?

Se as respostas foram: sim, sim e sim; não restam duvidas. Considere-se uma sósingular!

Sósingular - do inglês quirkyalone - é um termo que denomina pessoas que gostam de estar solteiras, mas não se opõem a um relacionamento sério. São do tipo que preferem estar sozinhas a namorar só para fazer parte de um casal.

Sósingular é opção. Bem diferente de solteirões convictos, que não acreditam numa parceria duradoura. Para esse pessoal, A nova solteirice é “sósingular” não é problema, mas também não é troféu de nada.

Solteiros sim, e muitos felizes, mas só porque o amor ainda não chegou.


11.12.2006

Contemplando o momento...

É incrível a mágica que o ser humano pode fazer a si mesmo; as mágicas que pode-se fazer consigo mesmo e uns com os outros. Raramente percebemos, imersos no cotidiano, a magia que nos acontece e aquela que podemos fazer acontecer. Dificilmente reparamos na magia de certas coisas. É mágico porque é simples e às vezes pode parecer até fútil. E é justamente o efeito de uma bobeira qualquer que revela a magia de um momento ou acontecimento. E o mais mágico ainda, é o fato de que é a vida, sem aviso e sem critério, que faz as coisas acontecerem e pessoas se encontrarem. É difícil, mas não é impossível reparar. O óbvio às vezes torna-se difícil de entender.
Num fim de dia já quase condenado ao tédio de saber que há garoa lá fora, num final de domingo que pede para ser terminado, já pressionado pela iminência da nem sempre desejada segunda-feira, a companhia das amigas em uma ocasião simples e talvez pouco promissora exibe toda a magia das relações humanas. Cada qual com suas dúvidas, problemas, necessidades e peculiaridades, mas amigas, vcs me fazem um tremendo bem.
Não é preciso mais que um bate-papo, um apito ou um chocotone (esse último, eu particularmente amoooo!!! hehehe). Já foi o suficiente para que eu voltasse enlevada para casa, contemplando o momento e as boas lembranças; imaginando histórias e esperando um futuro bom, com a certeza de que o dia valeu a pena.
Há quem ache que seja uma boba sentimental. Eu prefiro dizer que não tenho medo de admitir quão humana sou... ao menos neste aspecto. =)

11.07.2006

......

"Conhece-te a ti mesmo"

10.30.2006

... E a vida continua, apesar da reeleição do Lula...

10.22.2006

Aceleeeeera, Massa!!!

.Foi realmente emocionante ver a vitória de Felipe Massa no autódromo de Interlagos no início da tarde de hoje. Cheguei bem a tempo de ver a bandeirada da vitória. De repente, tudo parecia possível de novo.
Me lembro, de quando era pequena, acordava aos domingos e perguntava: "Pai, o Senna tá ganhando?" E gostava de vê-lo no pódio. Doze anos se passaram desde sua morte e uma incrível lacuna se estabeleceu no automobilismo brasileiro. Lacuna que não pôde ser preenchida por Rubens Barrichello, que repentinamente se viu obrigado a assumir as expectativas deste País de dimensões continentais. Sem questionar aqui suas habilidades, consideremos que é um grande fardo esportivo e psicológico. Fora o vazio deixado por Senna na condição de herói carismático; tarefa quase impossível era substituí-lo.
A vitória de Massa no GP desta tarde causou-me grande satisfação. Nunca mais imaginara que ficaria novamente tão empolgada com a bandeira quadriculada. A narração de Galvão Bueno levou-me de volta aos velhos tempos e, ao ouvir o "Tema da vitória", canção que, por vezes embalou as inúmeras conquistas de Ayrton Senna, senti um inesperado remexer nas emoções e uma intensa alegria - eu, que sempre fora veemente torcedora de Senna, expressava agora minha empatia pessoal por Felipe Massa.
Massa surge como um cara simples, que ascende aos poucos, com simplicidade e coragem. Há algum tempo já tinha certa simpatia por sua imagem. Uma amiga teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, já que o piloto era amigo de seu ex-namorado, que, a propósito, era um cara muito legal. Meninos: é fundamental quando os namorados são simpáticos às amigas; elas contribuem na hora de dar opinões. hehehe. Na época, a referência usada por ela foi: "sabe aquele cara que está correndo na fórmula 3?" Pois é. O tempo voa e as coisas mudam, acontecem e se prenunciam: fórmula 1, vitórias, Ferrari, Interlagos. A vida é fenomenal.

10.18.2006

Foreeeeeever




Revirar fotos antigas é simplesmente o máximo. Num minutinho a gente é capaz de descobrir e redescobrir a magia do tempo, da vida, das lembranças e dos sentimentos que vêm com elas.
E essas fotos aí embaixo são divertidíssimas e fazem parte das minhas preferidas. Que saudade de tirar foto em sépia... fazendo caras, bocas, inventando poses e situações; o único compromisso era de devolver a cam...
E as pessoas retratadas foram e continuam sendo muito especiais pra mim. O mais interessante é ver essas fotos, lembrar das ocasiões e pensar, que, em essência, nós ainda somos os mesmo. Mesmo longe, nos atribulados dias de uma nova fase e vida mais que corrida, luv all of ya!!! :)

10.08.2006

A hora da virada

Há muito vinha reclamando do comportamento do candidato Alckmin durante a campanha eleitoral. Apostava no 45 meramente por uma alternativa ao governo vigente, esperando punir, com meu voto, a traição e a decepção imposta pelos petistas após uma histórica e gloriosa vitória em 2.002.
No entanto, o candidato social-democrata acaba por surpreender-me. O debate surpreendeu. Pela primeira vez, Alckmin tirou-me do estado de anestesia a que fui submetida no primeiro turno. Desta vez, foi possível enxergar vida e sentir o sangue correr nas veias de alguém que finalmente parece ter realmente ganhado a motivação e a raça necessárias para combater e disputar a presidência.
Embora os programais de governodos pessedebistas e petistas sejam similaridades em sua maioria, resta-me sempre o critério da nova tentativa, da renovação constante e de excluir o que não foi satisfatório.
Assim, agora vejo com mais gosto a campanha de Alckmin; ele cresce em seus planos e anseios e transmite a motivação de que eu, eleitora, estudante acadêmica e jornalista profissional, precisava e esperava. Começo a ver que pode valer a pena.
Tive a oportunidade de conhecer Dona Lú pessoalmente e o próprio Alckmin. Em meio a tantos jornalistas renomados, fui tratado por ambos com a mesma educação e diplomacia com que tratavam a grande imprensa. Nem um minuto a menos, e a mesma cordialidade e atenção. Empatia funciona; plano de governo, coragem e audácia também.

9.27.2006

Fear's a powerful thing

Bem, bem... não consigo tirar essa música da cabeça e há dias procurava a letra, a partir das frases que conseguia pescar apenas ouvindo a música enquanto dançava e me dividia entre lembrar a seqüência e entender as orações. Com uma palavrinha ajustada aqui e outra ali, shalá! encontrei!
Essa é a música do 3o aquecimento, que agora virou o 5o, o que eu mais gosto de dançar. É também o mais complexo e o que exige maior esforço, mas eu gosto de desafios. Além disso, a letra da música tem tiradas magníficas, que ficavam flutuando em minhas idéias durante todo o dia. As poucas frases que eu conseguia ouvir e entender ressoavam e me faziam pensar. A melodia é realmente empolgante e casa perfeitamente com a coreografia.
Enquanto vocês lêem a letra, eu me divido no dilema: dançar ou não na apresentação? Fico completamente dividida entre o fator financeiro e minha paixão; entre um gosto e alguns projetos. No ano passado, realmente não valeu a pena. Não sei se é a maturidade que vai tirando a graça de certas coisas, se foi o stress, se foi coisa do momento (diria minha mãe, um ano nunca é igual ao outro), meu estado de espírito ou a coreografia. Poderia ganhar na Sena e tudo estaria resolvido. Será que o arriscar, desta vez, é abdicar desta possibilidade? Vale mais a pena um pássaro na mão, um gosto imediato ou dois voando? Faço valer o sacrifício ou ele não será suficiente? Me arrependerei? De quê? Do sim ou do não?


Devils and dust

I got my finger on the trigger
But I don't know who to trust
When I look into your eyes
There's just devils and dust
We're a long, long way from home, Bobbie
Home's a long, long way from us
I feel a dirty wind blowing
Devils and dust

I got God on my side
And I'm just trying to survive
What if what you do to survive
Kills the things you love
Fear's a powerful thing, baby
It can turn your heart black you can trust
It'll take your God filled soul
And fill it with devils and dust

Well I dreamed of you last night
In a field of blood and stone
The blood began to dry
The smell began to rise
Well I dreamed of you last night, Bobbie
In a field of mud and bone
Your blood began to dry
And the smell began to rise

We've got God on our side
We're just trying to survive
What if what you do to survive
Kills the things you love
Fear's a powerful thing
It'll turn your heart black you can trust
It'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust
It'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust


Now every woman and every man
They wanna take a righteous stand
Find the love that God wills
And the faith that He commands
I've got my finger on the trigger
And tonight faith just ain't enough
When I look inside my heart
There's just devils and dust

Well I've got God on my side
And I'm just trying to survive
What if what you do to survive
Kills the things you love
Fear's a DANGEROUS (should be POWERFUL) thing
It can turn your heart black you can trust
It'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust
Yeah it'll take your God filled soul
Fill it with devils and dust

9.20.2006

On these rainy days,
I can really feel the scars that you left
And I also feel all the confusion between my soul and brain.

9.10.2006

A relatividade do tempo

Há muito procuro um tema que realmente me faça sentir valer a pena escrever novamente neste blog. Um assunto daqueles que me vêm à cabeça na metade do dia e não me deixam quieta até que eu os faça explodir. Caso contrário, não estava encontrando motivação para fazer uma atualização. Eis que me deparo com a oportunidade agora há pouco.

Acabo de chegar do cinema e minha mente fervilha em torno do conceito do filme. Eu sei que alguns deverão enxergá-lo como um romance insípido, mas eu visualizei algo mais: um tratado sobre o tempo. "A Casa do Lago" tem um enredo que serve como ilustração para uma proposição maior, uma grande reflexão sobre o tempo, de como pode ser relativo e irreal; o que é o presente e o que é o futuro; o que realmente existe afinal.

O efeito causado pelo filme se assemelha ao que senti ao ler o livro "O Mandarim", com todo seu realismo mágico; uma reflexão concreta sobre uma história fantástica. Ao sair da sala, pensava nas aulas de física, em Einstein, e no "Planeta dos Macacos". Este último, pra mim, uma das maiores obras que dissertam sobre a inexorabilidade (tá certo isso?) do tempo e a suposta imponência da raça humana.

O que eu imaginava de mim há dois anos? Bem, algo semelhante em certo sentido; outras coisas bem diferentes do que vivo hoje e, outras, simplesmente inesperadas. O que há de vir nos próximos dois anos? Qual conexão entre todas as coisas, pessoas e o tempo? Às vezes, gosto de brincar comigo mesma e deixar certas pistas sobre o passado no futuro. Assim como hoje encontrei o ticket de "Os sem floresta" na minha carteira; assim como deixei o de hoje no bolso da calça propositalmente. Da mesma maneira que às vezes abro antigos arquivos, mesmo os trabalhos de escola, fotos e e-mails; da mesma maneira como releio antigos cartões e livros já lidos ou visito certos lugares. O momento de contemplação do passado e do presente e as especulações sobre o amanhã, sem dúvida, são riquíssimos. Me fazem pensar na minha existência e na magnitude da vida.

A única certeza é a de que o tempo é o senhor do viver.

8.30.2006

Cantarolando...........

Olha só o que eu ouvi na hor do almoço, diretamente de um camelô....... hahaha!!! Um dos primeiros hits da Christina Aguilera, da época do jazz anterior! E que fique bem CLARO que é um hit de 2.000, quando a cantora ainda não tinha tendências mais pervertidas. hehe.
E o clipe é amazing... !


Um pedacinho:

For a shield from the storm;
For a friend; for a love
To keep me safe and warm,
I turn to you.
For the strength to be strong;
For the will to carry on;
For everything you do;
For everything that's true,
I turn to you.

For the arms to be my shelter through all the rain;
For truth that will never change;
For someone to lean on;
for a heart I can rely on through anything;
For that one who I can run to....
I turn to you.




8.16.2006

Ela só quer dançar, dançar (parte II)

Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!! Eu amo dançar!!!


Dá pra ver que a aula foi boa ontem, né? ;)

8.13.2006

Listen to me now


O lugar é realemnte lindo; belo, silencioso, calmo e pacificador. Um tanto irônico para um cemitério. O som dos passarinhos, o sol btendo reluzente na grama verdinha e apenas o céu azul delimitando as fronteiras do lugar, ao contrário dos tristes muros que cercam os cemitérios mais "urbanos".
Apesar da paz e da beleza do lugar, um sentimento traiçoeira me pegou de surpresa quando chegamos perto do jaziguo e vi o nome da minha família. Durante este período de pouco mais de um ano que freqüento o local, nunca o sentimento me pegara assim; hoje senti uma tristeza muda quando vi o nome da família na pedra de granito preto.
Não sei se era por conta da data, se era minha TPM. Mas aquilo me chocou; agora já haviam dois nomes ali, as coisas haviam acontecido e mudado muito depressa. Num túmulo próximo, em margaridas brancas, estav escrito: "Pai, nós te amamos". Em outro, fitas azuis com os dizeres: "Obrigado Pai. Saudades".
Tudo o que eu queria naquela hora era abraçar meu pai, dizer que eu o amo e ser pra sempre filha. Eu sei que os últimos tempos não têm sido fáceis e eu queria poder preencher, de alguma maneira, as lacunas que lhe murchavam a alma naquele instante. Como era de se esperar, não fiz isso. Mas estive ali, ao seu lado, passo a passo. De alguma forma, ele sentiria meu abraço. Foram duas grandes perdas num intervalo de onze meses e mais duas que vieram frisar ainda mais o momento.
De qualquer forma, o tempo é de renovação e espero que meu pai compreenda o quão importante ele é pra mim e para nós. Não há palavras; por tudo o que sou, fui e serei; devo tudo a ele e a minha mamis. Pai, eu te amo. Eu estarei aqui por você, sempre. Me orgulho de ser filha de peixe, ou melhor, de porco (no bom sentido): tão palmeirense quanto...

"And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own"

8.07.2006

On monday morning...

Essa manhã acordei com a cabeça a milhão; agitada, revirada, inquieta. Ontem à noite, não conseguia pegar no sono. Algo não parecia bem, não me deixava dormir. E não era por conta da pequena discussão que acontecera na noite de ontem; ao contrário. Porque pra mim, ela foi "pequena" mesmo e achei até que fora algo saudável. Mas eu não conseguia dormir. Algo não me bastava; eu não me bastava. Pouco havia saído como o planejado; inquietude.

Deve haver em mim alguma emoção que basta.

Me sentia insegura, desprotegida. Buscava há algum tempo algo que me fizesse sentir protegida, confortável, aconchegada. E na noite de ontem, no travesseiro, sentia-me estranha; ao relento, tentando me proteger com o cobertor. Não sabia qual ameaça me faria sentir desta maneira.

Pensei em muitas das pessoas que faziam sentir seguras e familiarizada, mas com as quais não conseguia manter a proximidade de outrora. Pensei em outras, próximas, mas distantes. Pensei no que poderia ter sido, no que poderia ser. Embaralhava-me com meus pensamentos, que confundiam o que eu queria, o que eu quisera, o que eu poderia ou não poderia querer; o que era viável, o que era absoluto. O que me faria sentir mais segura naquele momento.
Por instantes, pareceu aterrador. Queria falar com alguém, queria mandar embora a falta de tudo. Cogitei a possibilidade de chamar minha mãe. Ela sempre entendera quando eu tinha pesadelos de madrugada. Mas ela merecia dormir ao invés de ficar acordada com uma marmanja de 23 anos.

Queria almoçar com o Thi (com H, rs) e perder a primeira aula. Queria papear com minhas hermanitas e ir embora só ao anoitecer. Quero ficar horas no telefone com o Caio. Queria a promixidade e a familiaridade da máfia da escola; enfim, queria perto de mim algo que me fizesse sentir tranqüila. A gente cresce e aprende a aceitar as distâncias e a lidar sozinha com as coisas em prol da maturidade, mas se esquece de cuidar para não se perder em si mesma...

8.02.2006

Hahaha... acho que eu tenho cara de trouxa, mesmo....!

8.01.2006

Como é que um dia nublado pode causar tanto estrago ao meu humor? Cama, chocolate, cama.

7.24.2006

Living, learning, dreaming

Hoje terminei o dia felizinha. Poucos minutos antes de tocar os sinos da igreja, entrei no banheiro para dar meio tradicional tapinha no visual e me encarar no espelho antes de ir embora, como de costume. Neste instante, percebi que eu estava mais felizinha do que o habitual. De imediato não achei um motivo concreto, mas logo notei que era a soma de pequeninos acontecimentos, que deixaram meu espírito mais "up". Falar com quem eu queria falar, fazer o que eu queria fazer, colocar pendências em dia... um bom dia no serviço e um belo dia de sol.

Algo que fez parte disso tudo foi um sonho que tive esta madrugada. Pois bem: a Copa do Mundo já terminou, mas sei lá porque razão, estávamos eu e o Ronaldo Fenômeno no shopping. Gente fina o cara. Super divertido, agradável... Me mostrou a aliança no dedo médio (???) e disse que tinha terminado com a Milene (Tá, eu sei que ele namora a Raica, mas fazer o quê? Não mando no meu inconsciente). Depois disso, fomos para o curso de férias do Raça.

Chegando lá, comecei a passar um dos aquecimentos. No meio da coreografia, uma menina que assistia a aula jogou uma toalha em cima de mim. Me atrapalhei toda e ainda tomei uma bronca do professor. Contrariada, lembro que eu saía da sala e resmungava algo do tipo: "Ele não viu que a culpa não foi minha?"

Fiquei emburrada e decidi ficar de fora da aula. Mas antes que eu pudesse respirar mais uma vez, o Edy (que sempre me dá lições de raça e de vida na vida real) grutou comigo:"Vamos, Pamela. Você tem que parar de deixar que esses contratempozinhos atrapalhem sua vida". E, mais decida do que nunca, retomei o aquecimento. E acordei. Pronta pra enfrentar o dia.

7.21.2006

Where's the love?

7.16.2006

Because of vacation

Aproveito este curto período de "férias" para fazer algumas das coisas que não fazia há tempos, como ligar o computador para algo que nao esteja relacionado ao trabalho ou para ver TV, duas atividades raras em minha vida cotidiana. Evito ligar o computador em casa porque passo obrigatoriamente 45 horas semanais na frente dele e a rec-rec da ventonia não costuma me remeter à idéia de lazer. E a Tv, acostumei-me a viver sem ela. Exceto quando o cérebro parece estar à beira de "pifar"; aí é a única coisa capaz de entretê-lo sem exigir esforço.

Férias relativas, já que nesses dias estou sendo obrigada a organizar um grande conjunto de dados para compor meus trabalhos acadêmicos - C'est la vie - tudo tem seu preço. Ligar o MSN tem sido uma das minhas distraçoes e ferramentas de lamentação em momentos de absoluto desespero em relação aos conceitos e frases que, por instantes parecem embaralhar-se e perder o sentido. Quando se quer ou precisa falar com alguém via MSN, é lógico que o contato não vai estar online. E, paradoxalmente, quando você não puder falar com ninguém, sua lista toda vai estar tão verdinha quanto as notas de dólares.

Pois bem, é esse aparente tempo livre que me permitiu até assistir um trechinho do TV Z de hoje antes que meu pai pudesse solicitar para si o direito de assistir Santos e São Caetano. E nesta oportunidade, assisti clipe da música "Because of you", da Kelly Clarson.

Quando ouço a música no rádio, ao mesmo tempo que me empolgo, me confundo com a letra. Achava que era falha minha de tradução. Mas lendo a letra na tela da TV, comprovei que havia algo de diferente na música. O clipe veio confirmar o que eu já desconfiava.

Enquanto a maioria das músicas - principalmente os pops descartáveis norte-americanos de Britney e cia. - se dispõe a contar historinhas adolescentes de desilusão ou contos belos e cor-de-rosa, a canção de Kelly Clarson aparece como uma alfinetada. Nela, o papai nao é o herói e o namorado não é o príncipe.
Diferentemente do que a maioria, a música traduz o efeito e a mácula de certas situações; as seqüelas de momentos abruptos, talvez mais freqüentes na realidade da vida do que a maioria dos contos de fadas cantados nas rádios FM. É a primeira vez que vejo uma letra tão diversa e um pouco mais contundente ganhar audiência deste modo. E ela não é contundente por criticar o sistema político-econômico vigente ou por denunciar a miséria global, dois lugares-comuns da música "crítica", mas porque desnuda algumas das contradições e hipocrisias contidas nas relações afetivas e sentimentos. Sórdidas atitudes e relações, nem sempre levadas a luz do debate em sociedade, mas mascaradas por preconceitos e moralismos.

Fica aí o refrão:

Because of you
I never stay too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid

7.10.2006

Silent words

Saudade
vulnerabilidade
prioridade
serenidade
liberdade
amizade
sinceridade
cumplicidade
reciprocidade
honestidade
preciosidade
adversidade
realidade
criatividade
tranqüilidade
capacidade
viabilidade
naturalidade
mocidade
maturidade