3.30.2007

Quase Páscoa....!!!!



Coelhinho chegando!!! Foto devidamente roubada do blog da Dri! Ovos de Páscoa artesanais, assunto do caderno Paladar do Estadão. Olha só esse ovo de marshmellow! Tentação...!!! Assassino de dietas... rsssss

3.21.2007

O amor como meio, não como fim

Já tinha lido esse texto uma vez e topei com ele de novo. Autoria do psicoterapeuta e especialista no assunto Flávio Gikovate. As palavras são válidas para todos nós! Afinal, será que amar é mesmo tudo?

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É hora de substituir o ideal romântico do amor que basta em si mesmo (por isso não dura) por uma relação que traga crescimento individual.

"Há algo de errado na forma como temos vivido nossas relações amorosas. Isso é fácil de ser constatado, pois temos sofrido muito por amor. Se o que anda bem tem que nos fazer felizes, o sofrimento só pode significar que estamos numa rota equivocada. Desde crianças, aprendemos que o amor não deve ser objeto de reflexão e de entendimento racional; que deve ser apenas vivenciado, como uma mágica fascinante que nos faz sentir completos e aconchegados quando estamos ao lado daquela pessoa que se tornou única e especial. Aprendemos que a mágica do amor não pode ser perturbada pela razão, que devemos evitar esse tipo de “contaminação” para podermos usufruir integralmente as delícias dessa emoção – só que não tem dado certo. Vamos tentar, então, o caminho inverso: vamos pensar sobre o tema com sinceridade e coragem. Conclusões novas, quem sabe, nos tragam melhores resultados.
Vamos nos deter em apenas uma das idéias que governam nossa visão do amor. Imaginamos sempre que um bom vínculo afetivo significa o fim de todos os nossos problemas. Nosso ideal romântico é assim: duas pessoas se encontram, se encantam uma com a outra, compõem um forte elo, de grande dependência, sentem-se preenchidas e completas e sonham em largar tudo o que fazem para se refugiar em algum oásis e viver inteiramente uma para a outra usufruindo o aconchego de ter achado sua “metade da laranja”. Nada parece lhes faltar. Tudo o que antes valorizavam – dinheiro, aparência física, trabalho, posição social etc. – parece não ter mais a menor importância. Tudo o que não diz respeito ao amor se transforma em banalidade, algo supérfluo que agora pode ser descartado sem o menor problema.
Sabemos que quem quis levar essas fantasias para a vida prática se deu mal. Com o passar do tempo, percebe-se que uma vida reclusa, sem novos estímulos, somente voltada para a relação amorosa, muito depressa se torna tediosa e desinteressante. Podemos sonhar com o paraíso perdido ou com a volta ao útero, mas não podemos fugir ao fato de que estamos habituados a viver com certos riscos, certos desafios. Sabemos que eles nos deixam em alerta e intrigados; que nos fazem muito bem.
De certa forma, a realização do ideal romântico corresponde à negação da vida. Visto por esse ângulo, o amor é a antivida, pois em nome dele abandonamos tudo aquilo que até então era a nossa vida. No primeiro momento até podemos achar que estamos fazendo uma boa troca, mas rapidamente nos aborrecemos com o vazio deixado por essa renúncia à vida. A partir daí, começa a irritação com o ser amado, agora entendido como o causador do tédio, como uma pessoa pouco criativa e desinteressante. O resultado todos conhecemos: o casal rompe e cada um volta à sua vida anterior, levando consigo a impressão de ter falido em seus ideais de vida.
Os doentes acham que a saúde é tudo. Os pobres imaginam que o dinheiro lhes traria toda a felicidade sonhada. Os carentes – isto é, todos nós – acham que o amor é a mágica que dá significado à vida. O que nos falta aparece sempre idealizado, como o elixir da longa vida e da eterna felicidade.
Diariamente, porém, a realidade nos mostra que as coisas não são assim, e acho importante aprendermos com ela. Nossas concepções têm de se basear em fatos, nossos projetos têm que estar de acordo com aquilo que costuma dar certo no mundo real. Fantasias e sonhos, ao contrário, têm origem em processos psíquicos ligados à lembranças e frustrações do passado. É importante percebermos que o que poderia ser uma ótima solução aos seis meses de idade, como voltar ao útero materno, será ineficaz e intolerável aos 30 anos. A bicicleta que eu não tive aos 7 anos, por exemplo, não irá resolver nenhum dos meus problemas atuais. É preciso parar de sonhar com soluções que já não nos satisfazem a adaptar nossos sonhos à realidade da condição de vida adulta.
Se é verdade, então, que o amor nos enche de alegria, vitalidade e coragem – e isso ninguém contesta –, por que não direcionar essa nova energia para ativar ainda mais os projetos nos quais estamos empenhados? Quando amamos e nos sentimos amados por alguém que admiramos e valorizamos, nossa auto-estima cresce, nos sentimos dignos e fortes. Tornamo-nos ousados e capazes de tentar coisas novas, tanto em relação ao mundo exterior como na compreensão da nossa subjetividade. Em vez de ser um fim em si mesmo, o amor deveria funcionar como um meio para o aprimoramento individual, nos curando das frustrações do passado e nos impulsionando para o futuro. Casais que conseguem vivê-lo dessa maneira crescem e evoluem, e sob essa condição seu amor se renova e se revitaliza."

3.18.2007

My precious

Poxa, tinha escrito um post enooooooooooooorme sobre meu aniversário, mas o blogger fez questão de travar e desaparecer com meu texto. Ok, não faz mal, mas vale dizer que foi um momento especial, por inúmeros motivos. Pelas pessoas que tive a meu lado, pela comida maravilhoooooooooosa, pela companhia, a satisfação... e os presentinhos inesperados.
Exatamente no dia 10, sábado, a aula da pós foi ministrada pelo roteirista do meu documentário predileto: "Nós que aqui estamos por vós esperamos". Um imenso presente de aniversário. Fora que a contribuição da pós em minha vida é formidável: saio de lá querendo abraçar o mundo; lembrado quantos horizontes são possíveis; estimulada a perceber o quão maior são as coisas e o quão mesquinho pode ser o nosso cotidiano. Me dá vontade de crescer, de voar, de chegar lá... De repente, o mundo parece se abrir a meus olhos... E obrigada pela presença de todos vocês, meus grandes amigos...! Vocês são as mais preciosidades em minha vida.

E para registrar o meu aniversário, fica aqui uma imagem emblemática; do bolo floresta branca que amoe como uma vez por ano; só perde para o bolo mousse do Amor aos Pedaços:




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À parte o aniversário, vale dizer que adoro dirigir aos domingos, longe dos congestionamentos e buzinadas frenéticas. Adoro meu carrinho tb, que ainda deverá me acompanhar por um bom tempo. O clima ficou mais gostoso com a chuva fina e com a vinhetinha do "Love Songs". Não pelo romantismo melado, mas pelo sax ao fundo. O gostoso é que vim pensando muito, como faço de costume. Saí com uma certa sensação e retornei com outra. Finalmente; estava à sua espera.
Esta semana passei "trancafiada", restrita, presa num único problema e tipo de pensamento. E é ótimo quando esse sentimento se esvai e eu pareço estar aberta a enxergar o mundo de novo.
Não importa o quão honestas, disonestas, sinceras ou não, as pessoas são ou serão com você. Mas o que você fará com essas informações, o que pensará e como vai encarar. As coisas se apresentam a nós o tempo todo. Antes do "Love Songs" (ok, eu detesto a Band. Mas gosto do programa, meu companheiro depois das aulas de dança. rs), "Pra não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré. Estava realmente precisando mesmo de um pouco de sentimento revolucionário. "Caminhando e cantando e seguindo a canção..."
De repente, uma onda de otimismo me invade. Uma onda de otimismo, de vida, de futuro, de sol. De me ver sorrindo na segunda. De querer a terça e enxergar por cima dos prédios. De lembrar de contemplar o céu. E o simpático locutor do programa chega por trás do saxofone, fazendo alusões sobre as músicas, as marcas, o passado, o presente e o futuro. Lembro que tenho pensado muito nas "terceiras vias", em todos os setores da minha existência; pessoal, profissional... E o locutor convida o ouvinte a pensar se o que ele quer está no passado, no presente, ou no futuro...

3.12.2007

Pisces

Gente, olha só meu horóscopo de hoje. Achei muito emblemático sobre o (meu) jeito de ser de um pisciano, ainda mais na época do meu aniversário.

Peixes
Dizem que Peixes tem um pouco de todos os signos. Sua fluidez e complexidade podem tanto encantar quanto incomodar, você é tantos ao mesmo tempo... Mergulhe nas novas ondas que estão pintando, desfrute de suas múltiplas facetas e deixe pra explicar depois que não existe somente um único e verdadeiro pisciano. Você é tudo isso e muito mais.

3.09.2007

A filha do vento

Que se foda!!!! Eu quero mais é comemorar amanhã.....!

Se algumas coisas não valem nada nesse mundo, eu valho!!!! Cansei de ser boazinha...! E vou me comemorar amanhã, comemorar a MINHA VIDA!!!!!!

Vejo vcs no próximo ciclo!!!

=)

3.05.2007

Inferninho

Não tô entendendo mais nada.
Aliás, já tô desistindo de entender qualquer coisa nessa vida...

Xô, inferno astral!!!!

2.21.2007

Só no sapatinho

Como boa brasileira, me rendo ao carnaval. Ficou faltando tomar um drinque diferente que vi na praia, mas fica pra próxima. Me rendo ao carnaval; e me rendo também a ressaca funcional que rende a quarta de cinzas. E a quinta e sexta subseqüentes, de total preguiça e iminência de fins e recomeços. Será que agora o ano começa? E que eu me começo e recomeço com ele?

2.09.2007

Só intuição...

Irritação e mau humor hoje...

2.01.2007

Acasos, emoções e pensamentos mil

These r the thoughts
(Alanis Morissete)

these are the thoughts that go through my head in my
backyard on a Sunday afternoon when I have the house to
myself and i'm not expending all that energy on fighting with my boyfriend

is he the one that I will marry? why is it so hard to be
objective about myself? why do I feel cellularly alone? am I
supposed to live in this crazy city? can blindly continued
fear-induced regurgitated life-denying tradition be overcome?

where does the money go that I send to those in need? if we
have so much why do some people have nothing still? why do I
feel frantic when I first wake up in the morning? why do you
say you are spiritual yet you treat people like shit?

how can you say you're close to god and yet you talk behind
my back as though I am not a part of you? why do I say I'm fine
when it's obvious I'm not? why's it so hard to tell you
what I want? why can't you just read my mind?

why do I fear that the quieter I am the less you will listen?
why do I care whether you like me or not? why is it so hard
for me to be angry? why is it such work to stay conscious and
so easy to get stuck and not the other way around?

will I ever move back to canada? can I be with a lover with
whom I am a student and a master? why am I encouraged to
shut my mouth when it gets too close to home? why cannot
I live in the moment?

1.18.2007

Da janela do carro

Voltando do jazz ontem, me dei conta do quanto deixamos passar batido no dia-a-dia, na rua, no relacionamento com as pessoas, nos detalhes que tornam uma paisagem mais bela ou na presença/ausência de um gesto, um objeto inebriante ou da luz que adentra a janela.
Faço aulas do mesmo lugar há cinco anos e freqüentemente passo em frente ao local do meu primeiro emprego. aliás, foi graças a ele que descobri o Raça. Um acerto do acaso: sempre quis conhecer, sempre ouvia falar no meio da dança... "O Raça, o Raça... Fulana é do Raça. Beltrana já fez aula no Raça"... Um belo dia, peguei uma lotação que, a princípio, me deixou receosa quando vi que o motorista fazia um caminho diferente. Depois, percebi o letreiro da academia e tratei de decorar o nome da rua e o número. O resto vocês já sabem...
Mas a questào aqui é outra. Percebi, esta semana, que eu não sabia mais onde estava o local onde trabalhei. Claro que o imóvel já não abriga mais a escola, mas eu não sabia ao certo. Nunca mais havia parado para reparar nem mesmo no que havia no lugar. Procurei... "Ah, a churrascaria, tá perto então". Nem tanto. Pensando bem, era bem depois do posto de saúde. Hum, tinha mais de um estabelecimento com esses vidros espelhados. O banco na frente... O quê, a farmácia???? Então já passou....
Incrível como mergulhamos no cotidiano e esquecemos que "perceber" a vida e o mundo à nossa volta. Quando cheguei por aquelas bandas, como inicante, uma adolescente perdidinha numa realidade nova e à primeira vista assustadora e até um pouco hostil, mas extremamente empolgante. Hoje, mal me dei conta das mudanças pelas quais passou a avenida, que ficou marcada na minha história. Parei para refletir sobre algumas páginas da minha vida que foram escritas por ali. Senti que era hoje que caminhar lentamente pela avenida e entender o signifcado maior que tudo o que foi vivido e de tudo o que há para viver...

1.13.2007

Much higher

Difficult to say; it's so difficult to understand; it's difficult to explain. Maybe a higher law.

Little angel, I believe things will get fine sooner than you can imagine. The energy you've got inside is so precious... Through the storm we reach the shore... I know you're brave enough. I'm sure about your victory. I'll be there, somehow.

1.10.2007

Pra rua me levar (Vida louca)

Estou de volta. Nem tão de volta assim. Um pouco aqui; um pouco acolá. De volta, depois de um dos finais de ano mais estranhos que já tive. Inside. Fatos inesperados; alguns simplesmente inesperados; outros inesperados e agradáveis, outros ainda inesperados e decepcionantes. So no one told me that it was gonna be this way. De qualquer maneira, eu prefiro a sinceridade. Prefiro ouvir a verdade dos amigos. E dos nem tão amigos também. Betrayed?
O que me faz bem nessas férias, as mais inoportunos da minha vida? Pouca coisa. Sentir-me idiota que não é. Ah, sim. Dançar. Um pequeno presente que resolvi me dar depois da tortura chinesa do fim do ano. Presente que virou remédio. My passion, my temple, my shelter. Quero fugir deste instante, deste janeiro. Não quero março, não quero dezembro de novo. Havia o post da viagem. O sol acima do sol. Mas deixa ele pra lá. Não estou com vontade de escrever mesmo. Tampouco de dormir. Não sei por qual razão me submeto a certos tipos de coisas, que só me fazem mal. It wasn't that innocent. Preciso dar um jeito em mim mesma. Querida, eu sei; não mereço bronca por hoje.
Pobre de você, leitor, que perde seus instantes online lendo meus agrúrios. Não me importa se uso a palavra incorretamente. Me basta saber que vc entendeu. Sou machadiana: não quer, não leia. Aliás, pouco adianta escrever....
And I should give up forever. Please, no more tears in my land.

1.07.2007

Levanto da cadeira e fecho a porta. Melhor assim.
Eu, pirada comigo mesma e a chuva de dentro e a de fora. Ok, Belo início de ano.

12.22.2006

Retrospectiva 2006 (And so this is xmas...)

A manhã do dia de hoje começou com um bem-humorado "And this christmas..." (entenda-se manhã pelo período compreendido pelo bater do meu cartão de ponto e antes do meu almoço; porque antes disso, eu sou um zumbi), escrito pela minha chefe e amiga num cartão de natal. E com isso, acho que finalmente me convenci de que é natal e deu oficialmente início ao "período". Na prática, natal não é uma data, é um intervalo de tempo, entre presentes e finalização de um ciclo, antes do início de outro.
Todos os anos, olho para trás e dou uma "cara" para aquele ano que passou ou que está prestes a ficar para trás. Pode ser um ano afetuoso, engrandecedor, corrido, baixo astral, inerte, divertido... entre muitos outros adjetivos que eu seria capaz de atribuir. 2.006 definitivamente não foi um ano com cara de estabilidade. Do início até o final, foi um ano de muitas reviravoltas, revoluções e surpresas, na vida pessoal, familiar, profissional, emocional e social. O resultado final disso tudo - pois costumo atribuir a "cara final" da Pamela naquela ano - foi um ano de consolidação. De idéias, metas, objetivos, opiniões.
O ano começou... bem, já pensei diversas vezes em como o ano começou. Um carnaval mal-sucedido; o rompimento de uma relação; meu aniversário; a morte da minha avó. Tudo muito, muito doloroso e atribulado; com reflexos na minha vivência de maneira ampla. Nada se encaixa, nada funcionava sem nebulosidade. Em compensação, redescobri a vida familiar e sua importância. O ano viria a começar, de fato, no segundo trimestre.
m dos fatos mais marcantes foi o início da pós. AMANDO! Me deu gás, me deu fôlego, me deu estímulo. Simplesmente encontrei a minha praia. Sentia muita falta daquilo tudo. e desta vez, era (é, na verdade) a minha praia mesmo, a minha cara; desde o prédio, o local, os professores e as pessoas. Ampliei horizontes, tive e continuo tendo cntatos com novos pensamentos e experiências. Mas, ao mesmo tempo, não nada de surreal ou fantástico. Mas, pra mim, um mundo de coisas que eu buscava, sem saber onde procurar.
m seguida, um ano de encontrar grandes e velhos amigos, reatar laços antigos, que sempre estiveram acesos na minha memória e fazer de colegas novas e grandes amizades; além de fortificar outras. Amigos da escola, daquela velha guarda! Hahaha, como é fantástico encontrarmos no futuro "presente". Engraçado que reencontrar as pessoas do colégio não se resumiu a encontros pré-programados, mas cruzar-se na rua, no ônibus, no shopping. E ouvir planos de casamento, formtura, novidades. Pessoal da facu, paca-guys, sempre presentes, de alguma maneira. Crescemos e mostramos que podemos continuar a acontecer. Mesmo mais longe. O melhor é saber que vencemos o tempo e a distância. Could not live without some of you. Too many adventures to share. E as novas amizades, que surgem de onde se menos espera e, são elas que frutificam. Yo!!!!! Meninas do apito, meninos... vcs já "fazem parte da bagunça" e ocupam um importante espaço em minha vida.
Desafios no trabalho às pencas, mas pelos quais eu agradeço de boca cheia, apesar do stress daquele instante. Desafiei a mim mesma, sabendo que podia; e me certifiquei de que posso mesmo. E posso mais ainda. Muitas gargalhadas, trocas, aprendizado, sinceridade com minhas amigas e companheiras de redação. E a chegada do nosso mascotinho, Luquinha! :)
Além disso tudo, alguns problemas de saúde, apesr de simples, mais constantes do que desejável e esperado. Dentista quase o ano todo, resultado de dentes excessivamente próximos, sem espaço suficiente. Mas um ano de muito "dar-de-si" na dança; melhorei muito meu desempenho e passei a aproveitar melhor e viver intensamente os momentos que passo dentro do Raça. Aprendi novos caminhos, novas rotas e novas manobras. Aprendi a dirigir melhor, muito melhor, o carro e a vida. Os dias.
No final, parecia que não haveria o "final do ano". Todas as coisas típicas dessa fase pareciam ter me abandonado. Tem sido um final de ano atípico. Não havia presente especial para comprar e para passar horas inventando e imaginando. Não ia ter paca-amigo-secreto. Não ia ter praia. E não ia ter Raça também. Quase achei que não haveria natal. Que cancelassem a data.
No entanto, algumas coisas trataram de melhorar e eu acho que haverá pelo menos algumas coisas de natal neste final de ano. Dentre elas, chocolates, amigos e viagem. Mas foi muito ruim não participar da apresentação de final de ano do jazz.
Ao mesmo tempo que eu sentia que precisava me desafiar a tentar isso, sabia que não havia escolha financeira. Fiquei feliz por não sentir o stress do horário dos ensaios, as incessantes dores na batata da perna e o gosto de Dorflex. Contudo, eu ainda estou procurando o fim do ano. O apresentar-se e o ensaiar até a exaustão são coisas capazesde levar alguém como eu, que ama a dança, à catarse; é como a descarga de emoção e adrenalina equivalente a todos os esforços do ano. Parecia que quando me "livrava" dos ensaios, e podia jogar a toalha, suspirar e dizer: "Venci. Acabei. Missão cumprida". Fica faltando o lacinho vermelho que amarra meu presente de final de ano. Mas 2007 começa a todo o vapor. Estou louca para passar novos 365 dias piruetado, cantando, bailando, valsando (sim, aprendi alguma coisa de dança de salão e voltei a puxar ferro nas últimas semanas), me virando no avesso em cambrés e grand decartés.
Em 2.007, estarei fazendo adagios, allegros, pas-de-deux e aumentando o alcance de meus saltos. No Raça, no palco, trancada no quarto, na rua, nas idéias, nas atitudes, nas emoções.... crescendo e dançando a canção vida. Com muita vivacidade, com muita vida.

12.08.2006

Saudade

É algo inoportuno, incoveniente, incoerente, impassível, ilógico, irracional, cruel, incompreensível. Pode ser paralisante, pertubador, insensato, execrável. Memoriado e sem memória, pleno, aleatório, casual, cego, sereno, aflito. Abobado, sem-vergonha, indesejado, mal-educado, exigente, impertinente, abusado, doce, amargo, suave, pontiagudo, fulgaz, invasivo, injusto e indecente.

11.19.2006

Só-singular

Devidamente colado e creditado. Fonte: Delas/IG.


A nova solteirice é “sósingular”

(Amanda Figueiredo)


Você acredita que a vida pode ser ótima com ou sem um companheiro? Dá o mesmo valor às suas amizades e aos relacionamentos românticos? Guia-se pelos instintos para tomar decisões importantes?

Se as respostas foram: sim, sim e sim; não restam duvidas. Considere-se uma sósingular!

Sósingular - do inglês quirkyalone - é um termo que denomina pessoas que gostam de estar solteiras, mas não se opõem a um relacionamento sério. São do tipo que preferem estar sozinhas a namorar só para fazer parte de um casal.

Sósingular é opção. Bem diferente de solteirões convictos, que não acreditam numa parceria duradoura. Para esse pessoal, A nova solteirice é “sósingular” não é problema, mas também não é troféu de nada.

Solteiros sim, e muitos felizes, mas só porque o amor ainda não chegou.


11.12.2006

Contemplando o momento...

É incrível a mágica que o ser humano pode fazer a si mesmo; as mágicas que pode-se fazer consigo mesmo e uns com os outros. Raramente percebemos, imersos no cotidiano, a magia que nos acontece e aquela que podemos fazer acontecer. Dificilmente reparamos na magia de certas coisas. É mágico porque é simples e às vezes pode parecer até fútil. E é justamente o efeito de uma bobeira qualquer que revela a magia de um momento ou acontecimento. E o mais mágico ainda, é o fato de que é a vida, sem aviso e sem critério, que faz as coisas acontecerem e pessoas se encontrarem. É difícil, mas não é impossível reparar. O óbvio às vezes torna-se difícil de entender.
Num fim de dia já quase condenado ao tédio de saber que há garoa lá fora, num final de domingo que pede para ser terminado, já pressionado pela iminência da nem sempre desejada segunda-feira, a companhia das amigas em uma ocasião simples e talvez pouco promissora exibe toda a magia das relações humanas. Cada qual com suas dúvidas, problemas, necessidades e peculiaridades, mas amigas, vcs me fazem um tremendo bem.
Não é preciso mais que um bate-papo, um apito ou um chocotone (esse último, eu particularmente amoooo!!! hehehe). Já foi o suficiente para que eu voltasse enlevada para casa, contemplando o momento e as boas lembranças; imaginando histórias e esperando um futuro bom, com a certeza de que o dia valeu a pena.
Há quem ache que seja uma boba sentimental. Eu prefiro dizer que não tenho medo de admitir quão humana sou... ao menos neste aspecto. =)

11.07.2006

......

"Conhece-te a ti mesmo"

10.30.2006

... E a vida continua, apesar da reeleição do Lula...

10.22.2006

Aceleeeeera, Massa!!!

.Foi realmente emocionante ver a vitória de Felipe Massa no autódromo de Interlagos no início da tarde de hoje. Cheguei bem a tempo de ver a bandeirada da vitória. De repente, tudo parecia possível de novo.
Me lembro, de quando era pequena, acordava aos domingos e perguntava: "Pai, o Senna tá ganhando?" E gostava de vê-lo no pódio. Doze anos se passaram desde sua morte e uma incrível lacuna se estabeleceu no automobilismo brasileiro. Lacuna que não pôde ser preenchida por Rubens Barrichello, que repentinamente se viu obrigado a assumir as expectativas deste País de dimensões continentais. Sem questionar aqui suas habilidades, consideremos que é um grande fardo esportivo e psicológico. Fora o vazio deixado por Senna na condição de herói carismático; tarefa quase impossível era substituí-lo.
A vitória de Massa no GP desta tarde causou-me grande satisfação. Nunca mais imaginara que ficaria novamente tão empolgada com a bandeira quadriculada. A narração de Galvão Bueno levou-me de volta aos velhos tempos e, ao ouvir o "Tema da vitória", canção que, por vezes embalou as inúmeras conquistas de Ayrton Senna, senti um inesperado remexer nas emoções e uma intensa alegria - eu, que sempre fora veemente torcedora de Senna, expressava agora minha empatia pessoal por Felipe Massa.
Massa surge como um cara simples, que ascende aos poucos, com simplicidade e coragem. Há algum tempo já tinha certa simpatia por sua imagem. Uma amiga teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, já que o piloto era amigo de seu ex-namorado, que, a propósito, era um cara muito legal. Meninos: é fundamental quando os namorados são simpáticos às amigas; elas contribuem na hora de dar opinões. hehehe. Na época, a referência usada por ela foi: "sabe aquele cara que está correndo na fórmula 3?" Pois é. O tempo voa e as coisas mudam, acontecem e se prenunciam: fórmula 1, vitórias, Ferrari, Interlagos. A vida é fenomenal.